O Banco de Brasília (BRB) vive uma semana decisiva em meio à crise envolvendo operações ligadas ao Banco Master. Enquanto o Governo do Distrito Federal (GDF) busca viabilizar, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma operação de socorro financeiro de R$ 6,6 bilhões, o Senado Federal endureceu o tom e convocou o presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, para prestar esclarecimentos à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
A audiência no STF acontece nesta terça-feira (26), com mediação do ministro Luiz Fux, após o GDF acionar a Corte para tentar viabilizar garantias da União à operação articulada junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo é reforçar a capitalização do BRB e evitar riscos à liquidez da instituição pública.
Na ação apresentada ao STF, o GDF argumenta que uma eventual inviabilização do socorro ao BRB pode provocar “crise sistêmica” com impactos nacionais, destacando que o banco administra bilhões de reais em depósitos judiciais e exerce papel central na economia do Distrito Federal.
O governo local também pediu que o Supremo suspenda os efeitos da nota de capacidade de pagamento atribuída ao DF, atualmente um dos principais entraves para operações de crédito com garantia da União. O governo federal, no entanto, resiste à concessão das garantias, alegando limitações fiscais do Distrito Federal.
O BRB precisa do aporte para fortalecer indicadores financeiros, enquanto o Banco Central acompanha a situação de perto.
Balanço atrasado
Paralelamente, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu transformar em convocação obrigatória o convite anteriormente feito ao presidente do BRB. O comparecimento de Nelson Antônio de Souza está previsto para a próxima terça-feira (2).
A convocação obrigatória ocorreu em meio à pressão sobre o BRB após o banco não apresentar, dentro do prazo legal, o balanço financeiro de 2025, que deveria ter sido divulgado até o fim de março.
A comissão quer esclarecimentos sobre as negociações envolvendo o Banco Master, os impactos da operação nas contas do BRB e a situação financeira atual da instituição controlada pelo GDF.
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