Fraude bancária

Cedae vai instaurar processo administrativo para ressarcir cofres públicos dos prejuízos causados pelos investimentos no Banco Master

Deputado cobra instalação da CPI do Master para investigar uso indevido do dinheiro público

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Fachada do prédio Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae)
Privatização da Cedae ocorreu em 2021 | Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) realizou uma auditoria interna e identificou que mais de R$ 220 milhões investidos no Banco Master podem ter se perdido. A auditoria também identificou que as negociações com o Banco começaram antes da instituição cumprir os critérios de investimento da Companhia, o que veio a acontecer meses depois. Algo similar ao que ocorreu com os investimentos do RioPrevidência.

Em nota enviada à reportagem, a Cedae informou que exonerou os responsáveis pelos investimentos e que abriu procedimento administrativo para apurar as responsabilidades do investimento e devolver os prejuízos causados aos cofres públicos. “O relatório também foi enviado para os órgãos de controle do estado e para o Ministério Público, a fim de que seja assegurada a responsabilização dos envolvidos nas esferas cível, com base na Lei de Improbidade Administrativa”. Além disso, a Companhia informou que mudou as políticas de investimentos e “despolitizou a Diretoria Financeira e de Relação com Investidores”.

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Para o deputado Flávio Serafini (Psol), os investimentos da Cedae no Banco Master devem ser alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolada por ele com assinaturas necessárias, mas que está sendo adiada pela presidência da Assembleia. Serafini denunciou os investimentos realizados pelo RioPrevidência no Banco Master por presidir a Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ele explica que quando identificaram os investimentos no Banco Master, a Comissão de Servidores passou a se aprofundar em dois aspectos: os aportes no Master e os empréstimos oferecidos pelo Banco a partir do CredCesta. O terceiro aspecto foi iniciado, mas ele avalia que é preciso que se instale a CPI para ter acesso a um número maior de documentos.

“Como a gente não tem uma prerrogativa direta através da Comissão de Servidores para fazer essa investigação, a gente está lutando para instalar a CPI para poder ter acesso a documentos, convocar gestores para depor”, disse Serafini ao Brasil de Fato. O pedido para abertura da CPI foi protocolado dia 6 de maio e deveria ter sido instalada a partir de 11 de maio pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), mas uma decisão judicial favorável à presidência da Alerj adiou o processo.

Editado por: Juliana Passos

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