SOLIDARIEDADE

México e Belize enviam ajuda humanitária a Cuba diante do agravamento do bloqueio

Com mais de 1.700 toneladas de doações, a ajuda busca aliviar os impactos do bloqueio e da crise em Cuba

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Navio de doações em Havana
Navio de doações em Havana | Crédito: Foto: Presidência de Cuba

Um novo carregamento de ajuda humanitária chegou a Cuba neste domingo (7), com doações enviadas pelos governos do México e de Belize. A remessa inclui mais de 1.700 toneladas de alimentos, produtos e insumos de primeira necessidade destinados a atender as necessidades da população cubana.

Segundo informou a ministra do Comércio Interior de Cuba, Betsy Díaz Velázquez, seu ministério será responsável por coordenar a distribuição das doações. Ela também destacou que, devido às dificuldades decorrentes da escassez de combustível provocada pelo bloqueio energético enfrentado pela ilha, haverá apoio de atores econômicos não estatais para garantir a entrega da ajuda.

O envio foi coordenado pelo governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, com a participação de organizações sociais, e contou ainda com a colaboração do governo de Belize.

Trata-se do sexto carregamento de ajuda humanitária enviado pelo México desde que, no final de janeiro, o governo dos Estados Unidos impôs um cerco energético a Cuba, ameaçando sancionar qualquer país que venda ou forneça petróleo à ilha. Assim como ocorreu na remessa anterior, a carga foi transportada a bordo do navio mercante Asian Katra.

“Agradecemos o abraço solidário em tempos tão difíceis”, declarou o presidente Miguel Díaz-Canel por meio de suas redes sociais.

Solidariedade com Cuba

Desde o início do ano, Cuba tem recebido diversas ajudas internacionais com o objetivo de amenizar a difícil situação econômica e social que as ações dos Estados Unidos, por meio do bloqueio, vêm provocando na ilha.

Diversos países, entre eles Brasil, China, Espanha, Coreia do Sul, Japão e Canadá, além de agências internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), enviaram doações para a ilha caribenha. As contribuições incluem alimentos, insumos médicos, equipamentos energéticos e outros recursos destinados a reduzir os impactos da crise.

Nesse contexto, na última sexta-feira (5), o governo da Colômbia informou que, por determinação do presidente Gustavo Petro, havia partido um navio carregado com suprimentos e alimentos provenientes do país, como parte de uma ajuda humanitária destinada a Cuba.

Asfixia econômica

A chegada dessa nova ajuda humanitária ocorre após os Estados Unidos ampliarem o alcance extraterritorial do bloqueio. No final de janeiro, Washington impôs um bloqueio energético ao país, ameaçando aplicar sanções a qualquer nação que venda ou forneça petróleo à ilha.

A falta de energia multiplicou os longos apagões — que em várias regiões do país ultrapassam 14 horas por dia. Além disso, afetou a educação, a saúde e a produção nacional.

Somando-se a essa grave agressão, no início de maio Washington estendeu as sanções a pessoas, empresas e entidades não estadunidenses que mantêm relações comerciais com Cuba, especialmente nos setores de energia, defesa, segurança e finanças, ampliando assim o caráter extraterritorial do bloqueio.

Diante dessas medidas, especialistas independentes em direitos humanos da ONU alertaram que as ações exercidas pelos Estados Unidos contra Cuba reproduzem práticas da época colonial, violam princípios fundamentais do direito internacional e representam uma ameaça à soberania do país.

Editado por: Luís Indriunas

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