Violência de gênero

Novo ato em defesa da Casa Almerinda Gama será realizado nesta quinta-feira (18)

Concentração está marcada para às 14h no Largo do Machado e segue em direção à sede do governo estadual

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Manifestação segue em direção ao Palácio Guanabara com a expectativa de ter audiência com governador interino
Manifestação segue em direção ao Palácio Guanabara com a expectativa de ter audiência com governador interino | Crédito: Casa Almerinda Gama/Divulgação

O Movimento de Mulheres Olga Benário fará nova manifestação em defesa da permanência da Casa Almerinda Gama, destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência nesta quinta-feira (18). A concentração inicia às 14h no Largo do Machado e de lá haverá uma marcha até o Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A expectativa do movimento é que o governador interino, Ricardo Couto, receba as manifestantes para um diálogo.

Em 26 de maio uma decisão judicial pediu a desocupação do imóvel, localizado no centro do Rio e próximo a uma Delegacia da Mulher, de forma voluntária em um prazo de 30 dias. No entanto, esse tempo ainda não começou a correr porque não houve nenhuma notificação oficial.

A estrutura da casa permite abrigar até seis mulheres em quarto coletivo com cama. A ideia é fazer da casa um abrigo temporário, mas o tempo de permanência é variável. “Já houve casos de mulheres que moraram na Casa por mais de 1 ano e casos de uma pernoite. Depende da necessidade”, explicaram Ana Vitória e Monique Zuma, coordenadoras do movimento na capital ao Brasil de Fato.

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Após chegarem na casa, as mulheres são atendidas por uma equipe de voluntárias que presta apoio jurídico e psicológico às vítimas. Para garantir o funcionamento da casa, há um revezamento entre as integrantes para trazer vida àquele espaço e contribuir para a reconstrução da vida das mulheres que buscam a nossa ajuda. Atualmente há três mulheres sendo acolhidas na casa, uma delas gestante e uma criança de três anos.

A avaliação do movimento é que as políticas de combate e enfrentamento da violência contra a mulher são “extremamente insuficientes, principalmente diante da escalada de feminicídio que estamos presenciando”. As coordenadoras avaliam que o Rio precisa de uma Casa de Passagem que funcione como abrigo temporário não sigiloso para onde as mulheres em situação de violência podem ir para sair da casa onde vivem com seus agressores. A necessidade de um espaço como esse pode ser identificado com encaminhamentos vindos, inclusive, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Editado por: Juliana Passos

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