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El Niño confirmado: o que o Rio Grande do Sul pode esperar com a volta do fenômeno?

A previsão é que o fenômeno El Niño para 2026 e 2027 seja o maior dos últimos 140 anos

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Aquecimento global pode aumentar a ação do El Niño
Aquecimento global pode aumentar a ação do El Niño | Crédito: Agência Espacial Europeia (fontes de dados: CMEMS/ESA SST CCI)

A confirmação de um novo episódio de El Niño no Oceano Pacífico reacendeu a preocupação com os impactos climáticos no Rio Grande do Sul. Embora os modelos de previsão e as evidências científicas disponíveis ainda não permitam, neste momento, projetar uma repetição das enchentes de 2024, especialistas alertam que o fenômeno aumenta a probabilidade de chuvas acima da média e da ocorrência de eventos extremos. A previsão é que o fenômeno El Niño para 2026 e 2027 seja o maior dos últimos 140 anos.

O Serviço Nacional de Meteorologia da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou, na quinta-feira (11), a formação de um novo El Niño no Oceano Pacífico. Com a confirmação, especialistas passam a concentrar o monitoramento na intensidade do fenômeno e em seus possíveis impactos climáticos. Segundo a agência, há 63% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. As projeções dos principais modelos climáticos internacionais indicam que o fenômeno pode rivalizar ou superar em intensidade os históricos episódios de 1982-1983 e 1997-1998, considerados alguns dos mais poderosos já registrados.

De acordo com a análise da MetSul, o patamar de um Super El Niño já pode ser alcançado no inverno pelo critério tradicional de monitoramento da NOAA, denominado de Índice Niño Oceânico (ONI). No Brasil, os efeitos mais significativos costumam ocorrer na região Sul. Historicamente, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná registram volumes de chuva acima da média durante episódios de El Niño, especialmente entre a primavera e o verão, elevando o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

No Rio Grande do Sul, o anúncio reacende a preocupação da população diante das marcas deixadas pelas enchentes de 2024. Além dos impactos sociais, os danos ambientais e produtivos ainda refletem na vulnerabilidade do estado. Dados da Embrapa apontam que mais de 550 mil hectares foram atingidos pelas enchentes, mais de 200 mil propriedades sofreram impactos e cerca de 500 hectares de vinhedos foram perdidos em decorrência de deslizamentos. O estudo também identificou danos em pelo menos 20 classes de solos, incluindo acúmulos de areia de até dois metros, perda da fertilidade e presença de entulhos e nematoides.

Dados da Embrapa apontam que mais de 550 mil hectares foram atingidos pelas enchentes, mais de 200 mil propriedades sofreram impactos e cerca de 500 hectares de vinhedos foram perdidos em decorrência de deslizamentos
Dados da Embrapa apontam que mais de 550 mil hectares foram atingidos pelas enchentes, mais de 200 mil propriedades sofreram impactos e cerca de 500 hectares de vinhedos foram perdidos em decorrência de deslizamentos | Crédito: Maurício Tonetto/Secom

Para o professor e climatologista Francisco Eliseu Aquino, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a confirmação do El Niño ocorre em um contexto de aquecimento global, o que amplia a preocupação com a ocorrência de eventos extremos no Sul do Brasil.

“É importante lembrar que o planeta segue com temperaturas elevadas e os oceanos também. É um cenário, de modo geral, similar aos anos de 2023, 2024 e 2025. Considerando que oficialmente está declarado o El Niño a partir de junho deste ano, a combinação do El Niño com um planeta mais quente favorece muito o aumento da temperatura e da precipitação no Sul do Brasil”, afirma.

Segundo Aquino, para o próximo trimestre, que compreende o inverno e o início da primavera, a expectativa é de temperaturas ligeiramente acima da média e aumento das precipitações, especialmente nas regiões norte e noroeste do Rio Grande do Sul, além do oeste de Santa Catarina e do Paraná.

O pesquisador destaca que o Rio Grande do Sul está localizado em uma região sensível às mudanças climáticas, o que amplia os impactos provocados pelos eventos extremos.

“A combinação da mudança do clima com o El Niño amplia as possibilidades e aumenta essas fragilidades”, ressalta. Aquino lembra que as enchentes de 2023 e 2024 evidenciaram essa vulnerabilidade e ressalta que eventos semelhantes têm potencial altamente destrutivo. Ao mesmo tempo, observa que o estado também alterna períodos de excesso de chuva com estiagens, influenciadas pelo episódio do La Niña.

“O que a ciência está entendendo é que a mudança do clima tem dominado os eventos extremos e a recorrência desses eventos em todo o planeta. A combinação da mudança do clima com o El Niño gera um ambiente atmosférico favorável a eventos extremos.”

RS mais vulnerável

Segundo o climatologista, o Rio Grande do Sul, assim como o Brasil, está mais quente. “O aumento da temperatura média no estado passa de 1,5 grau. Isso significa que a gente tem um novo normal climático, a gente tem um novo clima no estado.”

Para enfrentar esse cenário, Aquino defende investimentos em infraestrutura preparada para suportar eventos extremos, fortalecimento dos sistemas de alerta, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, além de educação ambiental e percepção de risco. “Em uma inundação extrema, o importante é salvar vidas. As pessoas precisam perceber os riscos, se afastar das zonas de risco antecipadamente e compreender os alertas adequadamente.”

O pesquisador ressalta que eventos da magnitude das enchentes de 2024 extrapolam a capacidade de contenção de grandes obras. “A intensidade dos eventos de 2023 e 2024 foi tão grande que você não consegue ter uma obra para segurar essa água. Não funciona assim na natureza.”

‘O aumento da temperatura média no estado passa de 1,5 grau. Isso significa que a gente tem uma nova normal climática. A gente tem um novo clima no Estado’, afirma climatologista | Crédito: Gustavo Mansur/Governo do RS

Aquino também defende que o planejamento urbano considere a redução da ocupação de áreas de risco, que a infraestrutura seja dimensionada para eventos extremos e que as cidades ampliem as áreas verdes para reduzir os impactos das mudanças climáticas. Além disso, destaca que a agricultura seguirá entre os setores mais afetados pela combinação entre mudanças climáticas e El Niño, exigindo constante replanejamento.

Embora o cenário exija atenção, o climatologista reforça que não é possível afirmar que o Estado voltará a enfrentar uma enchente como a de 2024. “Toda vez que a gente repetir o El Niño, a combinação da mudança do clima com o El Niño vai abrir uma possibilidade de eventos extremos de inundação. Mas a gente não pode garantir que já neste El Niño vá repetir a inundação.”

Cenário ainda incerto

Apesar da confirmação do El Niño, especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) ressaltam que ainda não é possível afirmar que o Rio Grande do Sul enfrentará um desastre semelhante ao das enchentes de 2024. A avaliação é da diretora do Cemaden, Regina Alvalá, e do coordenador-geral de Operação e Modelagem do órgão, Marcelo Seluchi.

Segundo Alvalá e Seluchi, o evento registrado em 2024 foi resultado de uma combinação excepcional de fatores atmosféricos e oceânicos, e não apenas da atuação do El Niño. Embora a confirmação do fenômeno aumente a probabilidade de chuvas acima da média no Sul do Brasil, ainda não é possível prever, com meses de antecedência, se haverá um desastre semelhante ao ocorrido no Rio Grande do Sul, nem determinar com precisão onde, quando ou com que intensidade poderão ocorrer eventos extremos.

Os especialistas lembram que outros episódios classificados como El Niño muito forte, como os de 1997/1998 e 2015/2016, não produziram desastres comparáveis aos registrados no estado em 2024, reforçando que a magnitude dos impactos depende da combinação de diversos fatores atmosféricos e oceânicos.

A diretora e o coordenador do Cemaden destacam ainda que a ocorrência do El Niño é considerada praticamente certa. No entanto, a previsão sobre sua intensidade ainda apresenta maior grau de incerteza devido ao período conhecido como “barreira de previsibilidade da primavera”, quando os modelos climáticos têm mais dificuldade para estimar a evolução do fenômeno. À medida que o fenômeno se consolida, as previsões sobre sua intensidade tendem a ganhar maior precisão. Com os oceanos mais aquecidos do que em décadas anteriores, a comparação com eventos históricos deve ser feita com cautela, já que cada episódio de El Niño se desenvolve sob condições climáticas distintas.

Segundo os especialistas, os desastres climáticos vêm se tornando mais frequentes e intensos nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas. O aumento da temperatura favorece uma atmosfera com maior capacidade de armazenar umidade, criando condições para chuvas mais intensas, secas prolongadas e outros eventos extremos. Eles destacam ainda que levantamentos históricos apontam um aumento na frequência dos episódios de El Niño nas últimas décadas. Em uma série de aproximadamente 120 anos analisada pelo Cemaden, apenas um episódio de El Niño muito forte foi registrado nos primeiros 60 anos, enquanto nos 60 anos seguintes ocorreram cinco eventos dessa categoria, indicando uma tendência compatível com o aquecimento global.

Segundo os especialistas, os desastres climáticos vêm se tornando mais frequentes e intensos nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas
Segundo os especialistas, os desastres climáticos vêm se tornando mais frequentes e intensos nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas | Crédito: Clara Aguiar

Para reduzir os riscos de novos desastres, Regina Alvalá e Marcelo Seluchi defendem investimentos tanto em obras estruturais quanto em ações permanentes de prevenção. Entre as prioridades estão o fortalecimento dos sistemas de monitoramento e alerta, a qualificação das Defesas Civis municipais, o planejamento urbano para evitar ocupações em áreas de risco, melhorias na drenagem das cidades, recuperação da vegetação ciliar, reflorestamento, realização de simulados com a população e ampliação das ações de educação para percepção de riscos.

Os pesquisadores também chamam atenção para a realidade dos pequenos municípios gaúchos. Dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, 431 possuem menos de 20 mil habitantes, cenário que limita a capacidade técnica, financeira e operacional para enfrentar eventos extremos e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da gestão de riscos.

Outro ponto destacado pelos especialistas é que os impactos dos desastres costumam ser mais severos entre as populações socialmente mais vulneráveis, especialmente em municípios pequenos, comunidades rurais e áreas com infraestrutura precária. Segundo eles, reduzir os riscos também passa pelo fortalecimento das políticas públicas, do planejamento urbano, da educação e das condições de moradia da população.

O Cemaden também chama atenção para o perfil demográfico do Rio Grande do Sul, o estado mais envelhecido do país. De acordo com Alvalá e Seluchi, os investimentos em prevenção e resposta a desastres precisam considerar as necessidades específicas da população idosa, grupo que apresenta maior vulnerabilidade durante eventos extremos.

Além das ações do poder público, os especialistas orientam que a própria população também se prepare para possíveis situações de emergência. Entre as recomendações estão o cadastro nos sistemas de alerta da Defesa Civil, a elaboração de um plano familiar de emergência com documentos, medicamentos e itens essenciais, além da manutenção preventiva de calhas e sistemas de drenagem das residências, do descarte adequado de resíduos e da atenção às orientações oficiais em caso de alertas e necessidade de evacuação.

Além das ações do poder público, os especialistas orientam que a própria população também se prepare para possíveis situações de emergência
Além das ações do poder público, os especialistas orientam que a própria população também se prepare para possíveis situações de emergência | Crédito: Cesar Lopes/ PMPA

“É crucial fomentar atividades educativas em proteção e defesa civil, com foco especial na população idosa. Tais políticas poderiam ser implementadas por meio de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), com engajamento direto com as comunidades”, exemplificam. 

De acordo com eles, considerando os desafios impostos pelas mudanças climáticas e as consequentes chuvas extremas, são necessários investimentos de curtíssimo, médio e curto prazo para minimizar os impactos socioeconômicos e ambientais e reduzir a fragilidade das cidades. Para socorro imediato em caso de chuvas extremas, além da disponibilidade de abrigos, medicamentos, alimentos e água, veículos, ferramentas, é fundamental incluir apoio psicológico para a população mais vulnerável. 

MetSul reforça necessidade de prevenção diante do novo El Niño

A sócia-diretora da MetSul Meteorologia, Estael Sias, afirma que os dados atualizados em junho indicam um potencial muito elevado de que o atual episódio de El Niño alcance intensidade forte ou muito forte. Segundo ela, o pico do fenômeno deve ocorrer entre outubro e dezembro, no Oceano Pacífico.

“El Niño forte, super El Niño, não é sentença de situações parecidas com 2024. Mas nós temos um El Niño com potencial de ser muito forte, num contexto de aquecimento global e de oceanos mais quentes. Pelo histórico do Rio Grande do Sul, todo ano de El Niño tem enchente em algum ponto. Não necessariamente o que aconteceu em 2024, mas o potencial de enchentes, alagamentos, excesso de chuva e umidade é muito alto nos próximos meses”, afirma.

Segundo a meteorologista, a primavera deste ano e o outono de 2027 são os períodos que historicamente concentram os maiores impactos do fenômeno no estado. Ela ressalta, no entanto, que a tragédia de 2024 resultou da combinação de diferentes fatores, muitos deles impossíveis de prever com meses de antecedência.

“A situação de 2024 foi a combinação de vários fatores, tendo como pano de fundo o El Niño. Esses outros fatores só são previstos no curto e no médio prazo. Dependem também do nível dos rios quando voltar a chover mais forte. São muitas variáveis que não têm como ser previstas com meses de antecedência.”

Ainda assim, Sias reforça que o risco de enchentes permanece elevado. “O fato é que risco de enchente existe e é alto em 2026, sobretudo no fim do inverno e ao longo da primavera no Rio Grande do Sul, situação que sempre aconteceu em anos de El Niño.”

Outro ponto de preocupação, segundo a meteorologista, é que as enchentes de 2024 alteraram significativamente as condições do território gaúcho, tornando mais difícil avaliar o comportamento de novos eventos extremos.

“Hoje a gente não sabe em que pé estão as estruturas de contenção de cheias, a erosão das margens dos rios e o assoreamento. Nós tínhamos um conhecimento até 2024 e tudo isso foi alterado pela enchente. Existem muitas variáveis que podem potencializar as vulnerabilidades, mesmo com uma quantidade de chuva inferior à de 2024. Vai ser um desafio monitorar e prever situações de risco em 2026 e 2027 justamente porque não temos a dimensão exata de como está a vulnerabilidade do Rio Grande do Sul.”

Em relação às áreas com maior probabilidade de chuva, Sias afirma que os modelos indicam, neste momento, maior potencial para a metade norte e o noroeste do estado, mas ressalta que ainda é cedo para apontar quais rios ou municípios poderão ser mais afetados.

“A previsão é de começar mais pela metade norte e noroeste, mas não é garantia de que será assim durante toda a primavera. Ainda é cedo para estimar quais rios têm maior risco. Temos que acompanhar a situação na medida em que as projeções forem atualizadas.”

Questionada sobre a preparação do estado para enfrentar um novo período de eventos extremos, a meteorologista diz que percebe avanços na emissão de alertas, mas considera prematuro afirmar que o Rio Grande do Sul esteja efetivamente preparado.

“A gente vê publicamente um esforço maior na emissão de alertas e no posicionamento das autoridades. Mas, em termos de estrutura, de contenção de cheias, de sistemas de alerta organizados e da população saber o que fazer com essas informações, eu não sei se está preparado. Acho que ainda temos muito para caminhar, principalmente no que diz respeito à construção de uma cultura de prevenção.”

Segundo ela, esse esforço passa tanto pelo poder público quanto pela sociedade. “É preciso ampliar esse olhar como sociedade e também como autoridades e poder público, para que as pessoas tenham mais preocupação em prevenir a partir de um alerta ou de uma previsão, em vez de apenas questionar depois se ela acertou ou não.”

Após confirmação de El Niño, Leite lança programa de prevenção

Enquanto especialistas alertam para a necessidade de ampliar a prevenção e o planejamento diante do novo episódio de El Niño, o governo do Rio Grande do Sul anunciou o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e investimentos de R$ 71,3 milhões em ações de enfrentamento aos impactos climáticos.

Governo estadual lançou a plataforma Prepara RS, que orienta os municípios na adoção de medidas preventivas
Governo estadual lançou a plataforma Prepara RS, que orienta os municípios na adoção de medidas preventivas | Crédito: Captura de tela

Segundo o governo estadual, o programa foi estruturado em 11 eixos estratégicos, entre eles o fortalecimento da governança da Defesa Civil, o monitoramento e a emissão de alertas, a comunicação de riscos, a prevenção e mitigação de desastres, a proteção de infraestruturas críticas, a logística humanitária, o acolhimento emergencial, a mobilização comunitária e o apoio financeiro às ações de proteção e defesa civil.

Ao todo, 141 municípios considerados mais suscetíveis aos impactos de eventos extremos poderão receber repasses entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, conforme o porte populacional. Os recursos poderão ser utilizados na implantação de sistemas de monitoramento, alerta e alarme, em pequenas obras de drenagem e na sinalização de rotas de evacuação e pontos de encontro seguros.

Para acessar os recursos, as prefeituras deverão apresentar plano de aplicação, manter atualizado o plano municipal de contingência e concluir o diagnóstico das capacidades locais de resposta a desastres. A Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepdec) será responsável pela governança do programa.

Além dos investimentos, o governo lançou a plataforma Prepara RS, que orienta os municípios na adoção de medidas preventivas, como a atualização do mapeamento de áreas de risco e de populações vulneráveis, a realização de ações de limpeza e manutenção preventiva e a capacitação de equipes para atuação em situações de emergência.

Durante o lançamento, o governador Eduardo Leite (PSD) afirmou que a preparação do estado para enfrentar eventos climáticos extremos já vinha sendo desenvolvida e que o decreto intensifica esse trabalho.

“O Prepara RS é um programa de mobilização extraordinária. A preparação do governo estadual não começa agora, mas se intensifica e ganha reforço com o decreto. Estamos aportando aproximadamente R$ 33 milhões para 141 municípios considerados mais suscetíveis aos impactos de eventos extremos”, afirmou.

Leite acrescentou que o estado tem reforçado a estrutura da Defesa Civil, executado obras de recuperação dos sistemas de proteção contra cheias e ampliado o apoio aos municípios e às forças de segurança.

“Temos a certeza de que eventuais ocorrências encontrarão um Estado com capacidade de resposta para proteger sua população, que é a nossa absoluta prioridade”, declarou.

Editado por: Marcelo Ferreira

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