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China coloca mais dez empresas dos EUA na lista de controles de exportação

Pequim restringe acesso de fabricantes de drones e terras raras dos EUA a produtos chineses de dupla utilização

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He Yongqian, porta-voz do Ministério do Comércio
He Yongqian, porta-voz do Ministério do Comércio | Crédito: CCTV+

O Ministério do Comércio da China anunciou, nesta segunda-feira (22), a inclusão de dez empresas dos Estados Unidos na Lista de Controle de Exportações do país. O Comunicado nº 23 de 2026 do Departamento de Segurança Industrial e Controle de Importações e Exportações da pasta proíbe a exportação de itens de dupla utilização (ou seja, que possam ter aplicação civil e militar) para as dez entidades e também veta que qualquer organização ou indivíduo, em qualquer país, transfira a elas produtos de origem chinesa.

A decisão tem base na Lei de Controle de Exportações e no Regulamento sobre Controle de Exportações de Itens de Dupla Utilização da República Popular da China e, segundo o comunicado, visa defender a segurança e os interesses nacionais do país, além de cumprir obrigações internacionais como compromissos de não proliferação.

As dez empresas listadas são: Aveox, com sede em Simi Valley, na Califórnia; Red Cat Holdings e Teal Drones, ambas em South Salt Lake, no Utah; IMSAR, em Springville, também no Utah; Jaia Robotics, em Bristol, Rhode Island; Ball Aerospace & Technologies, em Broomfield, Colorado; Oshkosh Defense, em Oshkosh, Wisconsin; L3 Harris Maritime Services, em Norfolk, Virgínia; MP Materials, em Las Vegas, Nevada; e USA Rare Earth, em Stillwater, Oklahoma.

O ministério prevê exceções caso a exportação seja “realmente necessária”. Nesses casos, as empresas exportadoras deverão pedir autorização prévia ao Ministério do Comércio.

Drones e terras raras no centro da lista

As dez empresas atuam, em sua maioria, em dois setores principais: drones militares e terras raras.

Red Cat Holdings, Teal Drones, Jaia Robotics e IMSAR fabricam drones, sistemas de radar e robótica com aplicação militar. Ball Aerospace & Technologies, Oshkosh Defense e L3 Harris Maritime Services fornecem sistemas aeroespaciais, veículos militares e serviços marítimos de defesa.

Já MP Materials e USA Rare Earth são as duas principais empresas do esforço estadunidense para reduzir a dependência de terras raras processadas na China. A MP Materials opera a mina de Mountain Pass, na Califórnia, a única mina de terras raras em operação de grande escala nos Estados Unidos, e recebeu, em 2025, um aporte direto do governo dos EUA: o Departamento de Defesa investiu US$ 400 milhões (mais de R$ 2 trilhões) em ações preferenciais da empresa, tornando o governo estadunidense seu maior acionista, com 15% de participação. A USA Rare Earth, por sua vez, recebeu este ano US$ 1,6 bilhão (mais de R$ 8 bilhões) em financiamento condicional do governo dos EUA para projetos de mineração no Texas e de fabricação de ímãs no Oklahoma.

Histórico de medidas similares

Em fevereiro deste ano, a China havia incluído 20 empresas japonesas dos setores militar, aeroespacial e naval em sua lista de controle de exportações. Em abril, sete entidades da União Europeia foram acrescentadas à lista.

Em 2025, o mecanismo já havia sido acionado contra os Estados Unidos: em 4 de abril, 16 entidades estadunidenses foram incluídas na lista (Comunicado nº 21); e, em 9 de abril, outras 12 entidades foram acrescentadas (Comunicado nº 22), totalizando 28 entidades.


Editado por: Rafaella Coury

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