O governo dos Estados Unidos vai aplicar sanções contra cinco companhias cubanas. A nova rodada envolve as empresas Almacenes Universales, Rafin, Banco Financiero Internacional, Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, que foram incluídas nesta terça-feira (23) na lista de sanções. A informação consta em comunicado divulgado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
A Almacenes Universales, a Rafin e o Banco Financiero Internacional fazem parte do grupo empresarial Gaesa, que já se submete a sanções norte-americanas. Enquanto isso, o aperto à Geominera e à Siderúrgica José Martí tem como objetivo afetar o setor industrial e de mineração de Cuba.
Os EUA também confirmaram que vão promover sanções individuais a Annalie Lilliam Rueda Carder, esposa de Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro.
Cuba reagiu. “O governo dos Estados Unidos, liderado por seu desonesto e mentiroso secretário de Estado, continua adotando medidas para apertar o cerco à economia de Cuba […)]. O que esse indivíduo [Marco Rubio] promove a partir da maior potência do mundo é um crime”, acusou o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em postagem no X.
Nas últimas semanas, Washington vem aplicando sanções a empresas e indivíduos cubanos. Um dos alvos é o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, além de parte dos membros da família Castro.
Justiça dos EUA libera ExxonMobil a cobrar Cuba
O cerco a Cuba também se intensificou com a decisão tomada hoje pela Suprema Corte dos EUA, que autorizou a petroleira ExxonMobil a processar duas empresas da ilha por expropriação de ativos em decorrência da Revolução Cubana.
O Supremo norte-americano citou a Lei Helms-Burton, de 1996, que autoriza que indivíduos e organizações do país busquem indenizações por bens nacionalizados em Cuba. No caso em discussão, os bens pertenciam à Standard Oil, antecessora da ExxonMobil, que, antes da Revolução, dominava parte do setor de combustíveis em Cuba.
Os Estados Unidos consideram, porém, que a nacionalização teria provocado perdas da ordem de US$ 70 milhões, ainda no final dos anos 1960. Em valores corrigidos, a cifra ultrapassaria US$ 1 bilhão.
No âmbito da Suprema Corte dos EUA, seis juízes conservadores votaram a favor da possibilidade de cobrança, enquanto outros três integrantes votaram contra. Agora, o processo da ExxonMobil volta à primeira instância, permitindo que a companhia viabilize a cobrança.
