Copa do Mundo

BdF Explica: o mito da neutralidade da Fifa na Copa do Mundo

Enquanto a Rússia segue suspensa das competições internacionais, Israel disputou as eliminatórias normalmente

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O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o Prêmio da Paz da Fifa do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o Prêmio da Paz da Fifa do presidente da Fifa, Gianni Infantino. | Crédito: Mandel Ngan/AFP

A Copa do Mundo de 2026 está sendo disputada em um cenário internacional marcado por guerras, rivalidades geopolíticas e debates sobre o papel do esporte nas relações internacionais. A competição ocorre nos Estados Unidos, país que esteve diretamente envolvido em conflitos armados recentes e que tem sido alvo de questionamentos relacionados à organização do torneio. Nesse contexto, volta ao centro do debate a defesa da “neutralidade” feita pela entidade máxima do futebol, a Fifa, em nome do esporte e do respeito à soberania dos países-sede.

Mas a suposta neutralidade nem sempre parece seguir o mesmo padrão. De um lado, a Rússia foi suspensa pela Fifa e pela Uefa após o início da guerra na Ucrânia e ficou fora das Copas de 2022 e 2026. De outro, Israel disputou normalmente as eliminatórias do Mundial, apesar das denúncias e condenações internacionais relacionadas ao genocídio contra a população palestina em Gaza. A seleção israelense acabou ficando fora da Copa apenas por não ter conseguido a classificação em campo.

Além disso, a realização do torneio nos Estados Unidos trouxe novos questionamentos. Casos envolvendo restrições migratórias, dificuldades para obtenção de vistos e medidas diferenciadas aplicadas a algumas delegações evidenciaram como decisões políticas dos Estados nacionais podem impactar diretamente uma competição que se apresenta como global.

Então, será mesmo que a Fifa é neutra? Vem, que o BdF Explica.

Assista ao vídeo:

Editado por: Gia Matheus Almeida

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