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‘Tudo que as pessoas esperavam do Neymar hoje é o Vinícius Jr.’, diz comentarista esportivo

Celso Unzelte elogia atuação da seleção e destaca que, apesar da demora, Brasil parece estar encontrando seu caminho

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O atacante brasileiro número 7, Vinicius Junior, comemora após marcar o segundo gol de sua equipe durante a partida do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 entre Escócia e Brasil, no Estádio de Miami, em Miami Gardens, em 24 de junho de 2026.
O atacante brasileiro número 7, Vinicius Junior, comemora após marcar o segundo gol de sua equipe durante a partida do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 entre Escócia e Brasil, no Estádio de Miami, em Miami Gardens, em 24 de junho de 2026. | Crédito: Chandan Khanna/AFP

O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, garantindo a vaga para a fase mata-mata, em partida marcada por dois gols de Vini Jr. e pela estreia de Neymar pela seleção brasileira. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o jornalista Celso Unzelte, comentarista esportivo da ESPN, explica que, no grupo do Brasil, a Escócia era a seleção mediana, o Marrocos figurava como o adversário mais forte e o Haiti o mais fraco.

“Foi um teste razoável. Eu acho que o Brasil está trabalhando muito com o fato da evolução durante a competição, já que não chegou com o time pronto, e acho que, na medida do possível, há esperança de ir crescendo, sempre com os pés no chão. Não é porque ganhou da Escócia que vai ser campeão do mundo, mas está crescendo durante a competição. Tem gente muito bem, como Vini Jr. Tem a volta do Neymar, que pelo menos volta a ser um jogador de futebol do ponto de vista físico, porque nos últimos tempos nem isso ele era. Agora voltou a ser um jogador como os outros do ponto de vista físico. Devagar o Brasil vai construindo sua história dentro da Copa do Mundo, ainda que com muito atraso, afinal, estamos já entrando na fase de mata-mata”, pontua.

Unzelte explica que, tecnicamente, Vini Jr. e Neymar não são comparáveis; contudo, do ponto de vista da expectativa da torcida, é possível estabelecer uma proximidade na relação com esses jogadores. “Eu te diria assim que, na prática, tudo que as pessoas esperavam do Neymar, hoje é o Vinícius Jr.”, avalia.

“Nós sabemos que o Neymar não está no melhor de sua forma e eu acho que até essa divisão de holofotes vai fazer bem para o futuro do Brasil nessa competição. O Neymar fica com esse barulho, com esse holofote, com essa atenção. Isso pode até ser bom para o Vinícius, porque ele vai trabalhando em silêncio. Na prática, o Vinícius Júnior é hoje o que o Brasil tem de mais próximo desses protagonistas que a gente está vendo com as outras camisas: o veteraníssimo Messi, o Haaland na Noruega, o Mbappé na França. O Brasil tem no Vinícius Jr. o jogador mais próximo disso e até com uma certa tranquilidade. Eu acho que isso dá uma tranquilidade para o Vinícius e também para o Neymar. Acho que o Neymar colaborativo, que jogou 15 minutos, se preocupando ali em servir companheiros, se conscientizando de que não é mais aquele jogador de explosão física dos melhores tempos. Eu acho que está havendo uma simbiose interessante. Quanto mais brilha o Vinícius Jr., melhor será também para o Neymar”, considera o comentarista.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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