O número de mortos após os terremotos na Venezuela chegou a 1.450 e dezenas de milhares de pessoas seguem desaparecidas. Nesta segunda-feira (29), foi registrado um novo tremor de magnitude 4,6. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o epicentro ocorreu em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, às 7h no horário local.
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, José Guillermo Yánez, analista internacional e residente na Venezuela, conta que o trabalho de buscas por sobreviventes continua e que equipes de resgate continuam chegando ao país. “Mais 30 brigadas internacionais, também brigadas nacionais, bombeiros, força nacional, seguem nos estados mais afetados, como La Guaira, Caracas, Miranda, Arágua, Carabobo, Falcón. E aproveito para agradecer ao Brasil, que já tem a quarta brigada aqui na Venezuela também, com todo apoio, maquinário e especialistas ajudando nesses trabalhos”, relata.
Yánez conta que o impacto no cotidiano do país foi muito grave e que a intensidade dos abalos foi equivalente a mais de 250 bombas atômicas. “Há impacto econômico, social, há famílias separadas, há famílias mortas, há muita gente desaparecida. Mas o venezuelano é um povo forte e, diante de tudo, está solidário, ajudando quem está sem moradia, porque o terremoto causou perdas materiais. Estamos unidos para ser solidários, e nossos irmãos de outros países também nos enviaram ajuda. Todos estamos unidos por uma causa: resgatar vidas e a nossa própria Venezuela”, defende.
José Guillermo Yánez afirma que a comunidade internacional está sendo bastante solidária, mas lembra que toda ajuda continua sendo bem-vinda. “Há organizações de arrecadação, de doações. É uma coisa muito interessante, todo o apoio que estamos recebendo como venezuelanos e dos venezuelanos. Tanto as brigadas como as comunas estão fazendo um esforço sobrenatural para estar nas situações e poder atender as pessoas”, conta.
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