Em jogo bastante disputado, o Brasil derrotou o Japão em partida que terminou em 2 a 1. Na avaliação do jornalista esportivo e comentarista da ESPN Celso Unzelte, era esperado que o jogo apresentasse dificuldades, já que a seleção japonesa jogaria com o time bastante fechado.
“A tela mostrou, durante a maior parte, principalmente do primeiro tempo, uma linha de cinco japoneses, outra de quatro, muito difícil para o Brasil passar. E, quando teve uma oportunidade em um contra-ataque de passar, talvez no afã de aproveitar aquela oportunidade, o Brasil acaba caindo na arapuca. O japonês tem um outro mérito, que é chegar muito rapidamente ao gol adversário nessas roubadas de bola. E foi o que aconteceu”, analisa em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.
Unzelte avalia que o segundo tempo ficou marcado por uma mudança importante de postura da seleção. “Parece que os jogadores se colocaram um pouco mais”, diz. O jornalista avalia que Endrick “não salvou o jogo como a gente imaginava que pudesse, mas deu um outro gás, um outro ânimo, uma outra dinâmica. E o Brasil acaba não só empatando. E acabou chegando merecidamente ao gol da vitória”.
“No fim acabou pesando aquilo que é a esperança do Brasil, o tal peso da camisa, como a gente sintetiza, mas tem muitos outros fatores. O Japão é um neófito nessa história de futebol, comparando com o Brasil. Evoluiu muito, é verdade, mas ainda é uma equipe que, numa dividida como essa que aconteceu hoje, tende a acabar dando essa brecha, e o Brasil sai muito fortalecido. As equipes que alcançam vitórias com esse sofrimento acabam se tornando mais maduras. E eu acho que agora o Brasil só para na semifinal contra a Argentina, porque Brasil e Argentina têm caminhos muito acessíveis nessa Copa do Mundo”, analisa.
O jornalista avalia que o próximo embate seria ideal contra a Costa do Marfim, onde a seleção teria mais espaço. “Mais de 80% do jogo de hoje esteve ao feitio do que o Japão gosta. E isso não pode se repetir em fases decisivas de Copa do Mundo, como serão todas elas a partir de agora”, destaca.
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