Os motoristas de ônibus da cidade do Rio decidiram pela greve a partir da 0h desta segunda-feira (29). A categoria reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial. O Sindicato dos Rodoviários confirmou a greve por tempo indeterminado.
O presidente do sindicato, Sebastião José, afirmou que comunicou a prefeitura, a Secretaria Municipal de Transportes, a direção do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), aos consórcios operadores e ao Ministério Público do Trabalho (MTB) sobre a paralisação.
Uma decisão liminar da Justiça do Trabalho estabeleceu a circulação de 50% da frota nos horários de pico (6h às 10h e 16h às 20h) e 25% nos intervalos. O presidente do sindicato dos rodoviários afirmou que a categoria está cumprindo a decisão judicial, e que não procede a informação de veículos depredados.
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A Rio Ônibus informou que 860 ônibus estão circulando pela cidade. O sindicato patronal alega que “40 veículos foram vandalizados por grevistas”. Devido ao jogo do Brasil nesta segunda (29), a redução da frota já estava prevista.
“Os Consórcios fazem um apelo a todos os motoristas e demais rodoviários para que compareçam às suas garagens, de modo que a normalidade do serviço seja restabelecida o quanto antes, em benefício de todos”, diz em nota.
O sistema BRT, gerido pela MOBI-Rio, informou que opera com plano de dias úteis. “A Prefeitura do Rio acompanha a situação e reforça que adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas, inclusive já solicitou à Justiça o aumento deste percentual [de 50% da frota]”, disse o município.
O descumprimento da decisão judicial implica multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).
Negociação
A pauta aprovada enviada à Rio Ônibus pede salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados (BRT) e de R$ 4 mil para demais da categoria, além de R$ 1 mil de auxílio-alimentação, plano de saúde e odontológico para todos. A categoria também reivindica o fim dos contratos temporários e a contratação CLT para motoristas do BRT, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre e indenização dos 30 minutos do intervalo almoço.
Uma audiência de dissídio coletivo foi convocada no Tribunal Regional do Trabalho para esta terça-feira (30), às 11h. A categoria espera sair com um acordo capaz de colocar fim à greve. Os motoristas haviam rejeitado uma proposta das empresas apresentada no dia 11 de junho.
Pela proposta, motoristas de ônibus convencionais teriam aumento de R$ 150,15; enquanto os motoristas de BRT receberiam incremento de R$ 180,17. Também estava previsto aumento de R$ 29 no auxílio-alimentação.
