pressão popular

Maria do Rosário: ‘Criminalizar a misoginia é uma forma de impedir a violência contra a mulher no sentido mais amplo’

Deputada federal estimula população a se posicionar e cobrar urgência na votação pelos deputados federais

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Misoginia é a conduta que manifesta ódio ou aversão às mulheres
Misoginia é a conduta que manifesta ódio ou aversão às mulheres | Crédito: Elineudo Meira @fotografia.75

A Câmara dos Deputados pode votar ainda nesta terça-feira (30) o Projeto de Lei (PL) da Misoginia, que equipara ódio às mulheres ao crime de racismo. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) afirma que o projeto, já aprovado no Senado, precisa ser aprovado com urgência, considerando os dados alarmantes de violência contra a mulher.

“O nosso país vive uma condição muito grave quando se trata da violência contra as mulheres. A gente tem visto o constante aumento do número de feminicídios no Brasil como um todo, mas especialmente no Sul e no Sudeste. O presidente Lula lançou o Pacto Nacional pelo fim do feminicídio. Toda essa violência contra a mulher tem origem no desprezo, no menosprezo e na prática do ódio. E as redes sociais têm sido utilizadas com esse objetivo. Então criminalizar a misoginia é uma forma de impedir a violência contra a mulher no sentido mais amplo. A Câmara dos Deputados precisa fazer isso com urgência”, defende a parlamentar.

Maria do Rosário afirma que é necessário haver muita pressão popular para tentar diminuir as inúmeras barreiras colocadas diante desse debate. “Há pessoas que são contra esse projeto e estão tentando e conseguindo atrasar a votação da matéria. Toda vez que a gente consegue colocar para votar uma matéria desse tipo é porque teve pressão dentro e fora do Congresso. Principalmente em ano eleitoral. A opinião da sociedade, da comunidade, todo mundo enviar a opinião para os deputados, se posicionar faz a diferença nesse momento. Chega ao absurdo de alguns parlamentares se posicionarem contrários e usarem de um argumento falacioso, que é defender que o tema não é urgente. Se há uma matéria no Brasil que a gente tem que votar com urgência, é essa. A verdade é que, dentro do Parlamento brasileiro, se utilizam dessa lógica e monetizam, ganham dinheiro com esse ódio”, relata.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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