A partir desta quarta-feira (1º), as tarifas de pedágio estão 4,72% mais caras em mais de 30 rodovias geridas por concessionárias em São Paulo. Os reajustes, anunciados pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), são baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre junho de 2025 e maio de 2026.
Assim, o pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o mais caro do Brasil, passa a custar R$ 40,60. Segundo o site do Sem Parar, uma viagem de Presidente Prudente à Baixada Santista exige atualmente o desembolso de R$ 196,30.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) informa que o reajuste é previsto nos contratos de concessão realizados nas primeiras e segundas fases de concessão, que ocorreram até 2017, e das rodovias administradas pelas concessionárias Rodoanel Oeste e SPMAR. No caso das concessões à Entrevias, responsável por trechos das SP-333, SP-322 e SP-330, as novas tarifas passam a valer apenas a partir de 6 de julho.
Para a Rodovia dos Tamoios, o reajuste homologado é provisório e um pouco maior: 5,08%, já que o contrato prevê a utilização do IPCA de junho como índice. As demais concessões reajustam os valores dos pedágios em outras datas ao longo do ano. As praças com sistema Siga Fácil, que são concessões mais recentes e cobram por trecho percorrido, não entram no reajuste.
No início deste ano, a Artesp anunciou que a praça de pedágio do SAI seria substituída, a partir de 1º de julho, por pórticos free flow, que registram a cobrança conforme a passagem do veículo. Com a mudança, o valor da tarifa será dividido entre metade na subida à capital e metade para quem segue ao litoral. No entanto, em abril, após reclamações de cobranças indevidas e falta de comunicação apropriada, o Ministério dos Transportes anunciou que faria mudanças na regulamentação da cobrança e suspendeu R$ 3,4 milhões de multas aplicadas pelo sistema.
