Os motoristas de ônibus do Rio decidiram aceitar uma trégua até a próxima segunda-feira (6), quando haverá uma nova rodada de negociação para decidir sobre o reajuste salarial. A paralisação reivindica 17% pagos em duas etapas, piso de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais que dirigem ônibus urbanos, e jornada de trabalho 5×2.
Longe desse percentual, o sindicato que representa as empresas, Rio Ônibus, manteve a oferta de 4,39%, referente ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e vale-alimentação de R$ 860, enquanto os rodoviários reivindicam R$ 1 mil.
A proposta já havia sido recusada pelos trabalhadores, e foi o que motivou o estado de greve no dia 11 de junho. Sem uma nova proposta do sindicato patronal, a audiência de conciliação na última quarta-feira (1º) terminou sem acordo entre as partes.
As empresas alegam dificuldade financeira, queda na arrecadação e redução de subsídio por quilômetro rodado no município.
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Em assembleia que reuniu 1.500 rodoviários, foi aprovada a proposta do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) pela suspensão temporária da greve. No entanto, a categoria anunciou que poderá retomar a paralisação caso as negociações não avancem.
Os rodoviários reivindicam valorização e melhores condições de trabalho. No terceiro dia de greve, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou 80% da frota em circulação, acolhendo um pedido da Prefeitura do Rio.
O presidente do sindicato dos rodoviários afirmou que a categoria cumpriu a decisão judicial e repudiou as informações de que trabalhadores estivessem depredando veículos.
