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Com ‘Estreito’, Victor Xamã quer ‘quebrar esteriótipo do rap regional’

Rapper Victor Xamã e o produtor Willsbife falam sobre trabalho que faz ponte rítmica entre Coreia do Sul e Brasil

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Victor Xamã dá voz a cinco músicas autorais no EP 'Calor' — Foto: Isa Hansen / Divulgação
Rapper Victor Xamã | Crédito: Isa Hansen/Divulgação

O recém-lançado álbum “Estreito”, do rapper amazonense Victor Xamã e do produtor sul-coreano Willsbife, propõe uma mistura entre ancestralidade e tecnologia e uma ponte sonora entre dois polos criativos: a Amazônia brasileira e a Coreia do Sul.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o rapper conta que conheceu o produtor em 2017, quando foi convidado a fazer uma participação no álbum “Febre Amarela”. “Eu participei do álbum dele e, recentemente, ele me chamou para o estúdio só para a gente fazer um single. E aí fomos experimentando até que teve um momento em que nos demos conta de que já havia material para construir um álbum juntos. Depois que tivemos essa conversa, fomos alinhando esse conceito e construindo esse álbum que está na rua agora”, explica.

Willsbife conta que a química musical entre os dois foi instantânea e, mesmo depois de um tempo sem contato, eles retomaram a conexão para a realização do trabalho. “Importante quando tem esse entrosamento e às vezes ele acontece mesmo de cara”, resume.

O produtor também diferencia o rap feito no Brasil e o que é feito na Coreia do Sul. “O rap brasileiro é mais poético, talvez eles têm mais profundidade até pelas realidades do país também. Eu acho que a música pode ter a mesma atmosfera, mas as vivências são diferentes, o que também não invalida o rap coreano, mas são vivências diferentes”, pondera.

Victor Xamã, como natural da região amazônica, comenta o fato de que o rap tem uma penetração e até mesmo origem na região sudeste. “A gente ainda enfrenta um desafio enorme de conseguir ter um escoamento para todo o Brasil. E não ser categorizado somente como como um rap de nicho. Tipo, como as pessoas chamam, rap regional. Então, acho que sim, é desafio para caramba. Então eu sempre levo comigo assim na expressão do meu rap um lugar de onde eu venho e eu quero conseguir quebrar esse estereótipo também”, destaca.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Lucas Estanislau

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