Balanço após 8 dias

Presidenta da Venezuela anuncia fundo internacional de US$ 200 milhões para reconstrução após terremotos

Em coletiva com jornalistas estrangeiros, Delcy Rodríguez fez um balanço das ações de resgaste

No audio source provided.
Um grupo de equipes de resgate, bombeiros e agentes da Defesa Civil do Município de Libertador conversa e coordena esforços em frente à fachada principal do Colégio Agustiniano San Judas Tadeo (U.E.P.), em La Pastora, Caracas, Venezuela, em 3 de julho de 2026. Parte do prédio da escola Agustiniano San Judas Tadeo desabou na tarde de sexta-feira, nove dias após o país ter sido atingido por um duplo terremoto. Embora o edifício tivesse sido evacuado devido a danos graves, uma pessoa ficou ferida. Julio Urribarri / Anadolu (Foto de Julio Urribarri / ANADOLU / Anadolu via AFP)
equipes de resgate, bombeiros e agentes da Defesa Civil do Município de Libertador em frente ao Colégio Agustiniano San Judas Tadeo (U.E.P.), em La Pastora, Caracas. | Crédito: Julio Urribarri Anadolu/AFP

A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (03) a criação de um fundo internacional de US$ 200 milhões destinado a atender as vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela há oito dias.

Chamado de Fundo para a Recuperação e Reconstrução da Venezuela, ele receberá doações destinadas à reconstrução de moradias e será gerido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Em coletiva com jornalistas estrangeiros, a presidenta anunciou que teve uma reunião com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para consolidar uma aproximação diplomática e financeira.

Na coletiva, ela também fez um balanço dos números. Até o momento 6.462 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. Atualmente, mais de 19 mil civis e militares ajudam nas ações. A ajuda se concentrou na região de La Guaira, a mais afetada.

Rodríguez informou que mais de 12.400 feridos receberam atendimento por meio da rede pública e privada de saúde e hospitais de campanha enviados por dezenas de países, com cirurgias pagas pelo Estado. Até 1º de julho, 13.942 pessoas haviam recebido alta.

Também foram dadas isenções de taxas de imóveis, garantiu facilitações de negociações com bancos para empréstimos habitacionais e estabeleceu abrigos temporários que atenderam mais de 11 mil pessoas, organizados por famílias e com equipes de psicólogos.

Sobre as críticas da mídia internacional de militarização das áreas afetadas, Delcy denunciou a politização de uma emergência humanitária como “desprezível” e sublinhou a responsabilidade do Estado pela ordem e segurança para facilitar as operações de busca e salvamento.

Editado por: Lucas Estanislau

|

Newsletter