vergonha

‘Sem precedentes históricos’: Diego Xavier critica submissão da Fifa a Trump após anulação de cartão

Para o colunista, decisão da entidade de revogar punição a Balogun abre brecha perigosa para outras contestações

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SANTA CLARA, CALIFORNIA - JULY 01: Referee Raphael Claus shows Folarin Balogun #20 of the United States a red card for a foul on Tarik Muharemovic #4 of Bosnia and Herzegovina during the FIFA World Cup 2026 Round of 32 match between USA and Bosnia and Herzegovina at San Francisco Bay Area Stadium on July 01, 2026 in Santa Clara, California. Charlotte Wilson/Getty Images/AFP (Photo by Charlotte Wilson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Raphael Claus deu cartão vermelho a jogador estadunidense | Crédito: Charlotte Wilson/Getty Images/AFP (Photo by Charlotte Wilson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente Donald Trump confirmou o pedido de anulação do cartão vermelho recebido por Balogun na partida dos EUA contra a Bósnia e Herzegovina. O estadunidense não mencionou o nome do presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas declarou em suas redes sociais que conversou “com um homem que é muito respeitado” e pediu a suspensão. Além disso, criticou o árbitro brasileiro Raphael Claus.

O colunista e historiador Diego Xavier afirma que a suspensão do cartão por parte da Fifa não tem precedentes e a admissão da interferência de Trump torna o episódio ainda mais absurdo. “Fiquei tentando achar um paralelo histórico de um momento em que a gente viu a Fifa ser subserviente numa decisão dentro de campo para uma seleção. De várias questões políticas extra-campo, tanto já aconteceu nessa como em várias outras [Copas]. Mas, numa decisão dentro de campo, eu não consegui achar um paralelo histórico”, avalia durante sua participação no É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.

Xavier destaca que a decisão da Fifa abriu um precedente muito perigoso, que é toda e qualquer seleção passar a questionar o cartão vermelho. “Você pode concordar ou discordar de um cartão. Só que, quando a entidade da Fifa suspende uma decisão de campo que é subjetiva, qualquer cartão vermelho que seja aplicado daqui para frente, qualquer decisão de arbitragem que seja feita daqui para frente tem que ser questionada”, afirma.

Para ele, diante dos fatos, a Federação Inglesa de Futebol teria todo o direito de pedir a anulação do cartão que Quansah levou na partida contra o México, no domingo (5).

O professor reforça a crítica à conduta de Trump, que é uma demonstração da forma dele fazer política. “Ele gosta de mostrar que ele manda. Ele gosta de impor poder, de mostrar isso.”

Para ouvir e assistir

O É de Manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira às 07h da manhã na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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