O presidente Donald Trump confirmou o pedido de anulação do cartão vermelho recebido por Balogun na partida dos EUA contra a Bósnia e Herzegovina. O estadunidense não mencionou o nome do presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas declarou em suas redes sociais que conversou “com um homem que é muito respeitado” e pediu a suspensão. Além disso, criticou o árbitro brasileiro Raphael Claus.
O colunista e historiador Diego Xavier afirma que a suspensão do cartão por parte da Fifa não tem precedentes e a admissão da interferência de Trump torna o episódio ainda mais absurdo. “Fiquei tentando achar um paralelo histórico de um momento em que a gente viu a Fifa ser subserviente numa decisão dentro de campo para uma seleção. De várias questões políticas extra-campo, tanto já aconteceu nessa como em várias outras [Copas]. Mas, numa decisão dentro de campo, eu não consegui achar um paralelo histórico”, avalia durante sua participação no É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.
Xavier destaca que a decisão da Fifa abriu um precedente muito perigoso, que é toda e qualquer seleção passar a questionar o cartão vermelho. “Você pode concordar ou discordar de um cartão. Só que, quando a entidade da Fifa suspende uma decisão de campo que é subjetiva, qualquer cartão vermelho que seja aplicado daqui para frente, qualquer decisão de arbitragem que seja feita daqui para frente tem que ser questionada”, afirma.
Para ele, diante dos fatos, a Federação Inglesa de Futebol teria todo o direito de pedir a anulação do cartão que Quansah levou na partida contra o México, no domingo (5).
O professor reforça a crítica à conduta de Trump, que é uma demonstração da forma dele fazer política. “Ele gosta de mostrar que ele manda. Ele gosta de impor poder, de mostrar isso.”
Para ouvir e assistir
O É de Manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira às 07h da manhã na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.
