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Para analista, Trump voltou a atacar o Irã para tentar tirar a impressão de ‘perdedor’ dos EUA

Embora Washington tente não parecer derrotada, o governo Trump passa por aperto com aliados e inflação interna recorde

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Os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinam um memorando de entendimento pelo fim da guerra entre EUA e Irã
Os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinam um memorando de entendimento pelo fim da guerra entre EUA e Irã | Crédito: AFP PHOTO/IRINN via AFPTV

Os Estados Unidos e o Irã retomaram a guerra depois que o presidente Donald Trump realizou ataques, fez ameaças e anunciou o fim do cessar-fogo entre os dois países. Em resposta, o governo persa atacou bases militares estadunidenses no Oriente Médio e anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz.

A jornalista Flávia Gianini, especializada em política e economia internacional, avalia que a retomada das hostilidades não representa o término definitivo das negociações. Segundo a jornalista, “toda guerra acaba quando começa a gerar prejuízos para todos os lados, especialmente para quem não está diretamente envolvido”.

O impacto na cadeia global de petróleo já é sentido e, com a prorrogação do conflito, a situação tende a se agravar até no mercado interno estadunidense. “O mercado não trabalha com o que aconteceu. O mercado trabalha com aquilo que ainda vai acontecer. E todos os países são muito afetados por qualquer coisa pequena que aconteça por lá [no Oriente Médio]. Toda a indústria nesse momento está precificando as coisas lá no alto. Os Estados Unidos estão sofrendo uma pressão inflacionária altíssima”, ressalta.

Nenhum dos lados quer sair por baixo, especialmente o governo Donald Trump. “Todo mundo, nesse momento, está seguindo exatamente o que se esperava dessa guerra. Inclusive os ataques da última semana mostram exatamente isso. Os Estados Unidos estão tentando não sair numa posição de perdedor. O que o Trump está tentando fazer é tirar essa impressão de rendição, que é o que ele vai precisar fazer”, avalia.

“Só que o último ataque foi bastante grave porque ele atingiu a região sul do Irã, muito perto de usinas nucleares. A gente já viu isso outras vezes e nunca vai dar muito certo, mas eles atingiram principalmente unidades militares de defesa. Eles falaram que o objetivo era esse, mas, de qualquer forma, se ele atingir uma unidade de usina nuclear, ele prejudica toda a região. A contaminação vai ser geral; o prejuízo vai ser muito maior. Nesse momento, o que Washington está fazendo é passar um aperto muito grande com os aliados deles”, explica Flávia Gianini. “Tudo relacionado à guerra tem a ver com economia, não com política”, sentencia a jornalista.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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