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Escolas públicas de Bento Gonçalves ganham bibliotecas renovadas

Projeto contempla as Emefs General Rondon e Princesa Isabel com acervo literário e formação de professores

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Nova biblioteca da Emef General Rondon recebeu acervo de cerca de 200 títulos e ambientação lúdica voltada aos estudantes
Nova biblioteca da Emef General Rondon recebeu acervo de cerca de 200 títulos e ambientação lúdica voltada aos estudantes | Crédito: Wladimir Raeder/Divulgação Bi-Bi

Duas escolas municipais de educação fundamental (Emef) de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, recebem nesta semana bibliotecas totalmente renovadas, resultado de um projeto que combina reforma de espaços físicos, renovação de acervo e formação continuada de professores. A Emef General Rondon, no bairro Barracão, inaugura sua nova biblioteca nesta quinta-feira (16), às 8h. Já na sexta-feira (17), no mesmo horário, é a vez da Emef Princesa Isabel, no bairro Vila Nova, receber sua estrutura reformada.

As duas unidades fazem parte do projeto Bi-Bi: Caminhos da Alfabetização, iniciativa que já passou por oito cidades brasileiras desde 2023 e que, segundo dados repassados pela organização, já impactou cerca de 7.300 crianças e mais de 400 professores no país. Em Bento Gonçalves, o projeto abrange aproximadamente 600 estudantes e 60 professores da rede municipal de ensino.

Cada uma das bibliotecas passou por reforma estrutural, recebeu mobiliário adaptado ao público infantil e um acervo de cerca de 200 obras literárias. Segundo a organização responsável pelo projeto, a seleção dos títulos buscou contemplar diferentes autores, culturas e perspectivas, incluindo escritores indígenas e negros, além de produções contemporâneas.

O projeto Bi-Bi: Caminhos da Alfabetização já passou por oito cidades brasileiras desde 2023 e, segundo dados repassados pela organização, já impactou cerca de 7.300 crianças | Foto: Wladimir Raeder/Bi-Bi Bento Gonçalves

A metodologia de mediação de leitura

Um dos elementos centrais do projeto é a metodologia de mediação literária desenvolvida pela educadora Isabela Vilela, coordenadora pedagógica do Bi-Bi. Ao longo dos últimos meses, os estudantes das duas escolas participaram de oficinas conduzidas por arte-educadores, que utilizaram histórias, brincadeiras, jogos corporais, oralidade, música, teatro e outras práticas artísticas como forma de aproximar as crianças dos livros.

Para Vilela, o vínculo afetivo com a leitura antecede o processo de alfabetização propriamente dito. Segundo a educadora, quando a criança desenvolve uma relação positiva com o livro, ela passa a demonstrar interesse espontâneo por ler, imaginar e interpretar histórias, o que fortalece o processo de alfabetização como um todo.

A proposta pedagógica surge em um contexto em que o tempo de tela ocupa parte crescente da rotina infantil, o que, na avaliação da coordenação do projeto, tornou mais desafiadora a aproximação entre crianças e livros nos últimos anos.

Apresentações teatrais marcam as inaugurações

As duas cerimônias de inauguração contarão com apresentações teatrais do grupo Ueba – Produtos Notáveis, coletivo cultural de Caxias do Sul com mais de duas décadas de atuação. O grupo apresentará o espetáculo “O Incrível Caso do Sumiço das Letras”, que trata da importância da leitura no cotidiano das pessoas.

As formações voltadas aos professores das duas escolas, com foco em mediação literária e na chamada Hora do Conto, estão previstas para o mês de agosto. De acordo com a organização do projeto, o objetivo dessas formações é garantir que a leitura continue integrada à rotina escolar mesmo depois do encerramento das demais atividades do Bi-Bi nas duas unidades.

Financiamento via Lei de Incentivo à Cultura

O projeto Bi-Bi é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Smurfit Westrock e produção da Amora Produções Culturais, sediada em Porto Alegre desde 2012. A realização é do Ministério da Cultura, no âmbito do governo federal.

A gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social e presidente da Fundação Smurfit Westrock Brasil, Taís Toledo, afirma que a empresa busca apoiar iniciativas de impacto de longo prazo nas comunidades onde mantém operações. Segundo Toledo, projetos como o Bi-Bi contribuem para ampliar o acesso à leitura e para gerar um legado concreto para crianças, educadores e comunidades escolares.

A Smurfit Westrock se apresenta como uma das líderes globais do setor de embalagens sustentáveis, com operações em mais de 40 países. No Brasil, a empresa informa contar com 4 mil colaboradores distribuídos por seis estados, com seis unidades de produção de papel, nove fábricas de conversão e 54 mil hectares de florestas próprias.

Já a Amora Produções Culturais, responsável pela execução do Bi-Bi, tem em seu histórico outros projetos culturais realizados em diferentes cidades do país, como o Blitz da Alegria e A Arte de Bordar, ambos com foco em impacto social e descentralização do acesso a bens culturais.

Editado por: Katia Marko

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