Solidaridade

‘Gesto de genuína solidariedade’: Cuba agradece doações brasileiras em meio à asfixia econômica dos EUA

Primeira remessa de 16 toneladas desembarcou em Santiago de Cuba e será destinada a crianças de até 4 anos na ilha

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Ato pelas doações recebidas por Cuba provenientes do Brasil
Ato pelas doações recebidas por Cuba provenientes do Brasil | Crédito: Ministério do Comércio Exterior e do Investimento Estrangeiro

Cuba recebeu o primeiro carregamento de doações de leite em pó provenientes do Brasil. Trata-se das primeiras 16 toneladas de um envio que totalizará 48 toneladas e que tem como objetivo oferecer ajuda diante das medidas de guerra econômica impostas pelos Estados Unidos ao país. A carga chegou ao Aeroporto Internacional Antonio Maceo, na província oriental de Santiago de Cuba.

O presidente Miguel Díaz-Canel agradeceu as doações e expressou, nas redes sociais, seu reconhecimento pelo que classificou como um “gesto de genuína solidariedade”.

Marcelo Durão, integrante da coordenação da brigada do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Cuba, explicou que essas doações fazem parte de uma “ação humanitária” promovida pelo governo brasileiro. Ele destacou ainda que o leite em pó será distribuído por meio da cesta básica destinada a crianças de 0 a 4 anos nas províncias de Santiago de Cuba e Guantánamo.

A iniciativa constitui uma resposta ao “sufocamento econômico imposto pelo Governo dos Estados Unidos por meio das sanções e do bloqueio”, afirmou Durão. Segundo ele, essa política afeta diretamente o povo cubano, “especialmente os setores mais vulneráveis”, entre eles idosos e crianças.

As doações foram coordenadas pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, e a operação conta com alimentos fornecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Durão informou que a campanha faz parte de outras iniciativas humanitárias desenvolvidas desde o ano passado e adiantou que, no futuro, serão organizadas novas doações de leite em pó, arroz e feijão.

Desde o final de janeiro deste ano, Washington impôs um bloqueio energético contra a ilha e ameaçou sancionar qualquer país que venda ou forneça petróleo a Cuba. Nesse período, também ampliou as chamadas “sanções secundárias”, dirigidas contra entidades ou empresas não estadunidenses que mantenham vínculos comerciais com a ilha.

Essas medidas de guerra econômica agravaram a deterioração da situação econômica e social em Cuba. A escassez de energia obrigou o país a implementar um severo racionamento no fornecimento elétrico, com apagões que ultrapassam 48 horas e provocam a paralisação de atividades produtivas.

Ao mesmo tempo, diversas empresas ligadas a setores como a mineração de níquel e a atividade hoteleira deixaram o país diante do temor de sofrer sanções por parte de Washington.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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