O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 5.069, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (17) por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Os dados oficiais também registram 16.740 feridos, 6.462 pessoas resgatadas e 17.907 pessoas que permanecem sem moradia.
Segundo o levantamento, 128.324 famílias receberam atendimento desde o início da emergência. Atualmente, 21.235 pessoas estão abrigadas em 107 acampamentos transitórios. O governo também contabiliza 856 edifícios afetados, dos quais 190 desabaram, além da distribuição de 10.063 toneladas de alimentos e 29,5 milhões de litros de água às regiões atingidas.
Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a região centro-norte da Venezuela em 24 de junho, provocando destruição principalmente nos estados de La Guaira, Miranda e na região metropolitana de Caracas. Desde então, equipes de resgate, profissionais da saúde, militares e voluntários atuam nas operações de busca, atendimento às vítimas e reconstrução das áreas afetadas.
Nos últimos dias, o governo venezuelano também colocou em funcionamento o Cadastro de Moradias Únicas, voltado às famílias que perderam suas casas. Segundo Jorge Rodríguez, o objetivo é consolidar um levantamento detalhado dos afetados para garantir soluções habitacionais permanentes e dar transparência ao processo de reassentamento.
Além do cadastro, o governo mantém o plano de reconstrução das áreas atingidas e informou que continuará destinando moradias às famílias desabrigadas, além de reforçar a assistência social, médica e alimentar nas regiões afetadas.
Terremoto e alerta de tsunami no México
Enquanto a Venezuela ainda enfrenta as consequências dos terremotos de junho, outros países da região registraram novos eventos extremos nesta sexta-feira. Um terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa do estado de Chiapas, no sul do México, próximo à fronteira com a Guatemala. O tremor foi sentido também em cidades da Guatemala e de El Salvador e levou autoridades a ativarem protocolos de emergência e emitirem um alerta de tsunami para áreas do Pacífico.
O epicentro foi localizado no Oceano Pacífico, a cerca de 58 quilômetros de Puerto Madero, em Chiapas, a uma profundidade de aproximadamente 15 quilômetros. Após o terremoto, foram registradas réplicas de magnitude entre 5 e 6, enquanto equipes da Defesa Civil iniciaram vistorias em áreas urbanas e litorâneas. Até a última atualização das autoridades mexicanas e guatemaltecas, não havia registro de mortes ou danos de grande proporção, e o alerta de tsunami foi posteriormente rebaixado diante da ausência de ondas significativas.
No Chile, fortes tempestades provocadas por um sistema frontal deixaram mortos, milhares de pessoas sem energia elétrica e causaram alagamentos e transtornos em diferentes regiões do país. As autoridades chilenas mantêm alertas para chuvas intensas e risco de novos deslizamentos.
