tragédia

Terremoto no Peru deixa cinco mortos e mais de 20 feridos em região andina

Abalo ocorreu a 300 quilômetros da capital; equipes de emergência continuam buscas neste domingo (19)

No audio source provided.
Tremor de escala 5,1 atingiu região andina no Peru
Tremor de escala 5,1 atingiu região andina no Peru | Crédito: Foto por HANDOUT / PERUVIAN MINISTRY OF DEFENSE / AFP

Um terremoto de magnitude 5,1 atingiu o departamento de Junín, no Peru, localizado a cerca de 300 quilômetros da capital Lima, nesse sábado (18). O Instituto Nacional de Defesa Civil do país informou, neste domingo (19), que cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.

A Polícia Nacional afirmou que mantém mais de 250 profissionais nas áreas afetadas, incluindo serviços especiais de emergência e resgate, unidades caninas e médicos. Além disso, o Corpo de Bombeiros Voluntários mobilizou um efetivo de 50 pessoas e dez unidades para atender à emergência. 

“Em coordenação com a Polícia Nacional, as equipes de primeiros socorros continuam realizando operações de busca e resgate, remoção de escombros, evacuação de pessoas afetadas, atendimento pré-hospitalar e apoio à população nas áreas mais impactadas”, diz o comunicado do Ministério do Interior. 

O abalo ocorreu às 21h24 no horário local, a uma profundidade de 24 quilômetros da região andina, conforme divulgou o general Luis Vásquez, chefe da Defesa Civil. O epicentro do tremor foi identificado no distrito de Chongos Bajo, na província de Chupaca.

O Peru está localizado no denominado Círculo de Fogo do Pacífico, onde há grande incidência de atividade sísmica e vulcânica devido ao movimento das placas tectônicas. A região abrange 40 mil quilômetros pela costa oeste das Américas até a costa leste da Ásia. É nessa faixa que ocorrem cerca de 90% de todos os terremotos do mundo.

“O Ministério do Interior expressa as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas e reafirma o seu compromisso de continuar a coordenar todos os esforços necessários para responder à emergência, proteger a vida e a segurança da população e prestar assistência atempada às famílias afetadas, em coordenação com as autoridades competentes”, completa a nota divulgada neste domingo (19).

Tremores na América Latina

Na última sexta-feira (17), a costa do estado de Chiapas, no sul do México, foi atingida por um terremoto de magnitude 7,3. Além de cidades próximas ao epicentro, réplicas dos tremores também foram sentidos na Guatemala e em El Salvador.  

O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiu alerta para o México e a Guatemala e informou a possibilidade de ondas menores em outros oito países da América Latina. Até o momento, autoridades mexicanas e guatemaltecas não registraram danos de maior proporção ou vítima.

O cenário difere da tragédia na Venezuela, que registrou 5.069 mortos em decorrência dos terremotos. Segundo dados oficiais, 21.235 pessoas ainda estão abrigadas em 107 acampamentos transitórios.  

Dois terremotos que marcaram 7,2 e 7,5 graus na escala Richter arrasaram o país no dia 24 de junho. A pesquisadora do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) Carolina Rivadeneyra explicou no Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, que a catástrofe tem relação com o contexto tectônico da Venezuela.

“A gente estuda a sismicidade do passado para entender como a Terra vai continuar agindo no presente e no futuro. No caso da Venezuela, o último sismo forte na região foi há quase 100 anos. Existe um histórico de um longo período sem terremotos fortes, o que indica que as tensões estão se acumulando. Quanto mais tempo passa, maior é a probabilidade de que um novo terremoto aconteça em lugares onde eles já ocorreram antes”, explica Rivadeneyra. 

Editado por: Monyse Ravena

|

Newsletter