Pressão imperialista

Cuba chama de ‘falácia’ relatório sobre suposta espionagem e infiltração em Washington

Documento da Casa Branca alega que país socialista manteve agentes ‘durante décadas, nos mais altos escalões do país’

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Vista geral de uma rua de Havana com o Capitólio (antigo Congresso) ao fundo, em 2008
Vista geral de uma rua de Havana com o Capitólio (antigo Congresso) ao fundo, em 2008

Em um relatório elaborado pelo Departamento de Estado, divulgado nesta segunda-feira (20), o governo dos Estados Unidos acusa Cuba de manter um grande aparato de espionagem, que foi capaz de se infiltrar até mesmo no Departamento de Defesa estadunidense.

Segundo o documento, a inteligência cubana manteve agentes dentro do corpo diplomático dos EUA e no Departamento da Defesa “durante décadas (…) nos mais altos escalões”.

O governo cubano reagiu à divulgação do documento por parte do governo dos Estados Unidos com um comunicado assinado por seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, no qual acusa o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, de ser o autor intelectual do informe.

“A mais recente falácia do Departamento de Estado estadunidense contra Cuba forma parte da construção, pelo seu chefe (Rubio), de um pretexto para sustentar sua guerra econômica cruel e criminosa, que castiga cada família cubana, e sua aspiração de atacar militarmente a Cuba, para que busque desesperadamente o apoio dos cidadãos estadunidenses”, argumentou Rodríguez Parriilla.

O chanceler cubano também disse que “esta é outra evidência do plano macabro arquitetado por este político do sul da Flórida, que só serve aos interesses daqueles que sempre o pagaram”.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o governo dos Estados Unidos tem mantido o discurso de que poderiam agir a qualquer momento para promover uma “mudança de regime” em Cuba. Tais ameaças se intensificaram após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro passado.

‘Guerra de desgaste’

Um dos exemplos mencionados no informe é o de Ana Montes, uma analista dos serviços de informações militares dos Estados Unidos que foi condenada em 2002 por ter espionado a favor de Cuba entre os anos 1980 e 1990 — foi libertada em 2023 após cumprir 20 anos de prisão.

Em outro trecho, o relatório indica que Cuba teria promovido “atividades subversivas contra o governo dos Estados Unidos” por meio de um suposto “suporte a redes revolucionárias”.

No entanto, o governo dos Estados Unidos também alega que “Havana nunca teve capacidade para derrotar os Estados Unidos em um conflito armado convencional”.

“Havana vem travando uma longa guerra de desgaste organizada em torno da espionagem, infiltração, sabotagem, redes paralelas e uma infraestrutura revolucionária destinada a colocar a população dos Estados Unidos contra o próprio país”, diz uma passagem do relatório.

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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