Manifestação

Estudantes indianos vão às ruas exigindo renúncia de ministro da Educação

Polícia de Nova Déli usa gás lacrimogêneo e cassetetes contra manifestantes; ato também pede saída do primeiro-ministro

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Apoiadores do Partido Popular Barata seguram cartazes durante um protesto organizado pela Associação de Estudantes de Toda a Índia (AISA) exigindo a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan
Apoiadores do Partido Popular Barata seguram cartazes durante um protesto organizado pela Associação de Estudantes de Toda a Índia (AISA) exigindo a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan | Crédito: Idrees MOHAMMED / AFP

Milhares de manifestantes foram às ruas de Nova Délhi para exigir a renúncia do Ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, na manhã desta segunda-feira (20). Apesar de a polícia da capital indiana, que está sob o controle do governo central, ter negado permissão para a realização da marcha, jovens e estudantes do Partido Popular Barata (CJP, na sigla em inglês) compareceram às ruas.

A principal reivindicação do movimento é a saída de Pradhan devido ao vazamento de questões do vestibular de medicina. Cerca de 2,2 milhões de estudantes tiveram que refazer a prova. Considerado o maior protesto até o momento, os manifestantes também exigiram a renúncia do primeiro-ministro Narendra Modi.

O porta-voz do CJP, Saurav Das, afirmou que está no gabinete do titular da pasta da Saúde, JP Nadda, desde o meio-dia (horário local), quando o governo iniciou as negociações com o movimento de protesto que exige a renúncia do chefe da educação.

“As exigências foram transmitidas, incluindo a renúncia/demissão imediata de Dharmendra Pradhan”, escreveu Das em X. Ele afirmou que Nadda garantiu aos representantes do CJP que realizaria discussões no nível apropriado.

“No entanto, nenhum compromisso foi assumido até o momento. Os protestantes pacíficos não descansarão até que a reivindicação seja atendida!”, disse Das.

Das afirmou que o ministro também garantiu que “não haverá mais repressão em Jantar Mantar” e nos arredores do local do protesto. O porta-voz do movimento alegou que “ainda não há relatos de que a polícia tenha parado”.

No entanto, as forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e atacaram apoiadores do movimento com cassetetes e cargas de cassetete, enquanto mais de 10 mil pessoas marchavam em direção ao parlamento indiano em Nova Délhi.

Devido ao uso da força policial contra os manifestantes, Priyanka Gandhi, líder do partido da oposição, o Congresso Nacional Indiano, disse: “Há problemas enormes… Mas vocês estão atirando gás lacrimogêneo em crianças e as espancando? Por quê?”

Em uma publicação nas redes sociais, um porta-voz da CJP disse que eles esperaram duas horas e tiveram apenas uma reunião de 10 minutos com o ministro JP Nadda, na qual entregaram uma lista escrita de suas reivindicações.

Após um juiz-chefe da Suprema Corte da Índia comparar alguns jovens desempregados a “baratas”, os manifestantes adotaram o insulto como um símbolo de honra para o seu movimento.

A campanha deles começou online com memes satíricos virais que zombavam do governo e rapidamente acumulou milhões de seguidores nas redes sociais. Mas o Partido Popular Barata se transformou em um novo movimento estudantil.

Editado por: Opera Mundi
Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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