O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, aceitou assumir a presidência do Pacto Histórico após deixar a chefia de Estado, em 7 de agosto, e tirar férias. O convite foi feito pelo senador Iván Cepeda durante um ato na cidade de Tunja, no domingo (19).
Em publicação nas redes sociais na noite de domingo, Petro escreveu que aceitou a proposta apresentada por Cepeda. “Me pediram, em Tunja, em palavras do senador, e de quem deveria ser o que amanhã assumirá como presidente da Colômbia, Iván Cepeda, que seja presidente do Pacto Histórico, quando sair da presidência da República e de umas férias que creio merecer, pois não as tive durante quatro anos de governo. Aceito a proposta do meu partido”, anunciou.
O presidente também declarou que pretende fortalecer a atuação da bancada de oposição ao governo de extrema direita de Aberlado de la Espriella no Congresso. “Espero uma bancada unida e, por isso, pedi o regimento mais estrito da bancada e que toda votação seja de verdade, verdade, pública.”
Petro pediu ainda que os parlamentares do partido e da Aliança pela Vida não apoiem para a presidência das Casas legislativas candidatos que, segundo ele, representam uma coalizão que busca “criminalizar a política e acabar com a liberdade e a democracia”.
“Amanhã [20 de julho], espero da bancada uma decisão unânime e pública, até no seu voto individual, que ajude a impedir o desgaste político e social”, escreveu em publicação nas redes sociais na noite de domingo.
O presidente disse ainda que o partido pretende manter a atuação política após o fim de seu mandato. “Não vamos por simples atos simbólicos, mas dar eficácia à política progressista. “Iremos rumo à paz e à justiça social e por um acordo nacional que evite a confrontação violenta entre os colombianos e buscaremos ajudar na estabilidade democrática dos países que libertou Simón Bolívar”, defendeu Petro.
Oposição no Congresso
O Pacto Histórico informou que fará oposição ao governo do presidente eleito Abelardo de la Espriella no Congresso. Deputados e senadores tomam posse nesta segunda-feira (20). Em comunicado, o partido declarou que exercerá “uma oposição democrática, firme, responsável e alternativa” e afirmou que defenderá “o legado progressista” do governo Petro. A legenda também pediu que as mesas diretoras do Senado e da Câmara garantam os direitos da oposição, o pluralismo e a livre deliberação pública.
A reorganização interna do Pacto Histórico também está em discussão. Um comitê prepara a convocação de um congresso partidário para definir a direção da legenda. Entre os temas está o papel que Petro exercerá após deixar a Presidência. Parte do partido defende que ele assuma a direção nacional, enquanto outros integrantes avaliam que ele deve permanecer como “líder natural”.
Antes de deixar o cargo, Petro convocou manifestações para 20 de julho em defesa das reformas sociais de seu governo. “Em 20 de julho, o segundo grito de independência nacional. Convido os cidadãos a se reunirem em todas as praças públicas do país para reformas sociais em benefício do povo. Colômbia com dignidade e para a vida.”
