Prisão ilegal

Julgamento de Maduro e Cilia Flores ocorrerá apenas em junho de 2027, determina Justiça dos EUA

Maduro e Cilia, sequestrados em 3 de janeiro, compareceram a tribunal em NY para audiência sobre cronograma do processo

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Apoiadores de Nicolás Maduro se reúnem no entorno de tribunal de Nova York.
Apoiadores de Nicolás Maduro se reúnem no entorno de tribunal de Nova York. | Crédito: Michael M. Santiago / Getty Images North America / Getty Images Via AFP

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que o julgamento do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, deve começar apenas no dia 1º de junho de 2027. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo juiz federal Alvin Hellerstein, no curso de uma audiência no tribunal distrital do sul de Nova York. 

A decisão acolhe o pedido feito em conjunto pela promotoria e pelo casal. Até junho do ano que vem, serão apresentadas provas e haverá moções pré-julgamento. Maduro e Flores respondem por tráfico de drogas, entre outras acusações. Caso o júri estadunidense acolha a demanda da promotoria, ambos podem ser condenados à prisão perpétua. Em janeiro, eles se declararam inocentes no tribunal de Nova York. 

A audiência desta quarta-feira (22) teve como foco o cronograma para a entrega de informações importantes para o processo. No próximo dia 17 de novembro, será analisada a admissibilidade das provas. 

A defesa ainda vai apresentar duas moções solicitando o arquivamento completo do caso, sob a alegação de que os réus possuem imunidade presidencial. Caso o pedido não seja atendido, uma nova audiência será realizada em 11 de março de 2027.

Em 3 de janeiro de 2026, as Forças Armadas estadunidenses invadiram a Venezuela, promovendo um ataque armado com ao menos 100 mortos e sequestrando Nicolás Maduro e Cilia Flores, levados à força para Nova York.

Do lado de fora do tribunal, manifestantes se concentraram para pedir a libertação de Maduro e Cilia. Apoiadores da prisão do casal também compareceram ao local. Ao chegar para audiência, Maduro vestia uniforme bege no padrão do sistema penitenciário estadunidense. 

A defesa de Maduro é feita pelo advogado Barry J. Pollack, que tem no currículo a atuação no processo contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Cilia Flores, por sua vez, é assistida por Mark Donnelly, que teve passagem pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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