Um navio petroleiro explodiu neste domingo no Estreito de Ormuz após ignorar as recomendações do governo iraniano sobre a rota de navegação. De acordo com a agência iraniana Tasnim, a embarcação manteve o trajeto previsto até atingir uma mina naval. Até o momento, não há informações sobre a propriedade do navio.
A via marítima permanece fechada, desde que os EUA romperam o memorando de entendimento e retomaram os ataques ao país persa, que tem respondido à ofensiva. Uma das ações foi o fechamento do canal marítimo até que as negociações sejam retomadas.
O incidente ocorreu após duas noites sem bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã, encerrando uma sequência de 13 dias consecutivos de ataques. A pausa também foi acompanhada pelo governo iraniano. “Uma vez que nossa estratégia tem sido essencialmente de retaliação, também suspendemos nossas operações”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia. Ele acrescentou que, caso os ataques sejam retomados, o conflito poderá se expandir geograficamente.
A expectativa é que a suspensão dos ataques abra espaço para a retomada do diálogo, que, desde abril, vem tendo idas e vindas. Esforços de países aliados e até assinatura de documento que abre caminho para acordos pelo fim do conflito já foram realizados na intenção de alinhar um cessar-fogo entre os dois países. No entanto, o que se viu nos meses seguintes foi a continuidade dos ataques, principalmente aéreos, por parte dos Estados Unidos, além das ações militares de Israel no Líbano. Em resposta, o Irã realizou ataques contra bases militares estadunidenses no Oriente Médio.
