O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) inaugura neste sábado (22), em São Paulo (SP), o Restaurante da Reforma Agrária Popular. A abertura faz parte das comemorações dos dez anos do Armazém do Campo na capital paulista e terá arroz carreteiro, feira de alimentos e programação musical com a banda Mistura Popular e o DJ KL Jay.
O novo restaurante funcionará na sede do Armazém do Campo, na alameda Nothmann, 806, nos Campos Elíseos. Depois da inauguração, o espaço abrirá de segunda a sábado, no horário do almoço, e terá cardápio variado, com referências à gastronomia de diferentes regiões do país, com opções de buffet e pratos à la carte.
A programação deste sábado começa às 11h, com a Feira de Orgânicos da Terra e Liberdade, organizada pelo MST de São Paulo. Das 12h às 15h, a Culinária da Terra terá arroz carreteiro preparado por Ademar Ludwig, o Schusk, da coordenação nacional da Rede Armazém do Campo. O prato será servido nas versões tradicional e vegana.
A banda Mistura Popular toca das 13h às 16h. A inauguração do Restaurante da Reforma Agrária Popular está marcada para o período entre 14h e 15h, quando também haverá o bolo de aniversário pelos dez anos do Armazém. KL Jay encerra a programação musical do dia com discotecagem das 16h às 17h. A entrada é gratuita.
Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o coordenador do restaurante, Rafael Coelho, afirmou que a abertura concretiza um projeto antigo do Armazém do Campo.
“Nós fazemos nossos almoços culturais aqui aos sábados, mas agora a gente vai passar a servir esse almoço diariamente. Isso para que a gente cumpra com essa nossa vontade de alimentar o povo com comida de verdade”, disse.
O Armazém do Campo foi criado como desdobramento da 1ª Feira Nacional da Reforma Agrária, realizada em outubro de 2015. A rede tem atualmente 19 unidades em 11 estados.
Na capital paulista, são comercializados 1,5 mil produtos de cerca de 700 produtores rurais, entre alimentos da agricultura familiar e de assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária.
“A ideia era mostrar que a produção dos sem-terra, a produção da agricultura familiar, é uma produção saudável, uma produção que faz comida de verdade e que é possível oferecer esses benefícios à população das cidades”, afirmou o coordenador ao Conexão BdF.
