Cuba condenou a prorrogação do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. Nesta terça-feira (25), o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, foi às redes sociais e comentou que a nova data de validade da medida (setembro de 2027) seria “a confirmação de que Washington persiste em seu objetivo de sufocar toda uma nação”.
“A renovação da chamada Lei de Comércio com o Inimigo até setembro de 2027 não é um ato administrativo menor, mas é a confirmação de que Washington persiste com o objetivo de asfixiar uma nação inteira. Essa extensão chegou no momento mais cruel da ofensiva dos EUA contra Cuba em anos”. O chanceler também classificou a medida como “genocida”.
O bloqueio econômico contra Cuba foi imposto ainda nos anos 1960, durante o governo John F. Kennedy. Desde então, todos os presidentes dos EUA, independentemente do espectro político, mantêm a aplicação da lei contra a ilha.
Neste ano, a situação humanitária no país se agravou, com avanço até na mortalidade infantil. Somente em 2026, foram seis rodadas de embargos adicionais à ilha, em razão de decisões do governo Donald Trump. Atualmente, segundo Havana, há milhares de contêineres com mercadorias que não podem chegar até Cuba por conta do embargo.
A impossibilidade de acesso a itens básicos de alimentação e saúde tem intensificado a escassez dos mantimentos, o que gerou pressão sobre os preços. Enquanto isso, o governo cubano vem dizendo que o país saberá “resistir e vencer”.
