Os vazamentos referentes à investigação contra o filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís, continuam acontecendo “a conta-gotas” e “de forma totalmente irresponsável” prejudicando o curso do processo. A busca por impacto político do episódio fica cada vez mais explícita, apesar da estabilidade apresentada por Lula nas pesquisas de intenção de votos.
Essa é a análise da advogada Tânia Maria de Oliveira, pesquisadora e coordenadora executiva da Associação Brasileira Juristas pela Democracia (ABJD), em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato. “É um vazamento que visa a uma divulgação sugestionada, não a partir do que se percebe, do que se descobre no processo investigativo, mas a partir do que se quer ganhar de visibilidade. Então, existe um interesse político-eleitoral muito grande nesses vazamentos e nessa investigação”, aponta.
Oliveira observa que, dos três supostos crimes, até o momento, o que se tem são versões e nenhum fato concreto. “Não há fatos e dados que nos ajudem a verificar o cometimento dos crimes. Os vazamentos prejudicam a própria investigação e a solução do caso, que é de interesse da sociedade”, avalia.
Ainda sobre os recentes movimentos que visam tumultuar o período eleitoral, Tânia Maria de Oliveira analisa também o registro de candidatura do inelegível Pablo Marçal. “Eu sou muito crítica a alguns processos da justiça eleitoral porque criam confusão e dificultam a compreensão da sociedade. Estar inelegível não impede que o partido registre a candidatura. Posteriormente, os tribunais verificam se os candidatos cumprem os requisitos para disputar a eleição”, explica.
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