CLIMA EXTREMO

Temporal em Porto Alegre causa morte de criança após queda de árvore

Defesa Civil registrou rajadas de 59,4 km/h na Capital; previsão aponta chuva intensa no RS até segunda-feira (31)

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Chuva forte atinge Porto Alegre, com alguns pontos da cidade registrando acumulados superiores a 50 mm
Chuva forte atinge Porto Alegre, com alguns pontos da cidade registrando acumulados superiores a 50 mm | Crédito: Alex Rocha/PMPA

Um menino de oito anos morreu após uma árvore cair sobre uma residência durante o temporal que atingiu Porto Alegre na manhã desta sexta-feira (28). A instabilidade provocou chuva e vento forte na Capital e deve seguir afetando o Rio Grande do Sul ao longo do fim de semana e até segunda-feira (31), com risco de novos temporais, alagamentos e elevação de rios.

A criança dormia com a mãe e um bebê de quatro meses quando a árvore atingiu a casa onde a família vivia, na Vila Barranco, próxima ao Porto Seco, na zona norte. A mãe sofreu ferimentos leves e o bebê não ficou ferido. O pai, que não estava na residência no momento da queda, recebeu atendimento psicológico.

Segundo a Defesa Civil estadual, dados preliminares relacionam a ocorrência aos ventos que atingiram Porto Alegre. Às 7h24, o órgão havia emitido alerta de severidade alta para a região Metropolitana, indicando possibilidade de chuva, vento e granizo, além de risco elevado de alagamentos e destelhamentos. O aviso abrangia toda a Capital e permaneceu válido até as 9h30.

Durante o período, uma estação da Defesa Civil localizada no bairro Ipanema registrou vento de 59,4 km/h. A prefeitura informou que a árvore estava no pátio interno do imóvel e que não havia solicitação anterior de poda ou corte.

Temporal também causa estragos no interior

No balanço divulgado pela Defesa Civil na manhã desta sexta-feira, três municípios haviam comunicado danos relacionados à instabilidade: Pelotas, Pinheiro Machado e Santa Vitória do Palmar.

Em Pelotas, foram registrados danos em residências. Em Pinheiro Machado, houve alagamentos na sede da prefeitura, em um teatro, uma escola e cerca de 20 casas, além de falta de energia elétrica. Santa Vitória do Palmar registrou queda de árvore sobre uma rodovia, posteriormente desobstruída.

A situação de Pinheiro Machado também provocou problemas no interior do município. Famílias ficaram ilhadas e pontes foram submersas. Segundo o prefeito Ronaldo Madruga, algumas estruturas na divisa com Piratini sofreram danos graves, e o levantamento dos prejuízos ainda estava em andamento nesta sexta-feira.

Chuva intensa segue até segunda-feira

A instabilidade que atinge o Rio Grande do Sul faz parte de um episódio de longa duração associado a um rio atmosférico, corredor que transporta grande quantidade de umidade da região amazônica para a Região Sul do país. Segundo a MetSul Meteorologia, o cenário mantém risco elevado de alagamentos, inundações e cheias de rios até segunda-feira.

Os maiores volumes devem se concentrar no norte e nordeste gaúcho. As projeções indicam acumulados de 100 mm a 200 mm em áreas do Alto Uruguai, Planalto Médio, Serra, Campos de Cima da Serra e Litoral Norte, com possibilidade de marcas isoladas ainda superiores.

Ao longo do fim de semana, a chuva tende a diminuir do centro para o sul do estado e pode cessar em diferentes pontos da Metade Sul. Em sentido contrário, a instabilidade aumenta no norte e nordeste. Na segunda-feira, há possibilidade de chuva localmente excessiva especialmente entre o Alto Uruguai e os Campos de Cima da Serra.

A MetSul destaca os rios Uruguai, Jacuí, Taquari, Sinos, Gravataí, Caí e Camaquã entre os que apresentam maior risco de cheia no estado. A empresa também avalia como alta a probabilidade de o Guaíba atingir a cota de alerta de 2,50 metros, com possibilidade de alagamentos nas ilhas de Porto Alegre.

Editado por: Marcelo Ferreira

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