O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) rejeitou por 4 votos a 3 a denúncia contra o deputado federal e candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) no caso conhecido como “QG da Propina”. O julgamento terminou nesta quinta-feira (27), com o presidente do tribunal, desembargador Cláudio Mello Tavares, proferindo o voto de desempate.
Após pedido de vista, Mello Tavares argumentou que a investigação não reuniu indícios suficientes para dar seguimento ao processo. A denúncia do Ministério Público envolvia supostas fraudes em licitações no período em que Crivella foi prefeito da capital, de 2017 a 2020.
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25) aponta Crivella com 6% das intenções de voto para o Senado no Rio de Janeiro, atrás de Benedita da Silva (PT) com 10% e Carlos Jordy (PL), com 7%.
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Na semana passada, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram manter a validade da candidatura de Crivella por 4 votos a 3. O voto de minerva a favor do ex-prefeito do Rio foi do presidente do Tribunal, Kassio Nunes Marques. Em 2024, Crivella chegou a ser declarado inelegível pela prática de abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2020.
A decisão do TSE, no entanto, suspendeu os efeitos da condenação eleitoral que deixava o deputado inelegível por oito anos.
“QG da Propina”
A denúncia conhecida como “QG da Propina” envolveria fraude em licitações, notas fiscais frias e empresas de fachada para desvio de dinheiro público da gestão municipal. Crivella chegou a ser preso em dezembro de 2021, mas foi solto em fevereiro de 2022 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo ficou na Justiça comum e foi transferido para a Justiça eleitoral.
