Eleições 2026

TRE-RJ rejeita denúncia contra Marcelo Crivella no caso do ‘QG da Propina’

Ex-prefeito não virou réu por falta de indícios suficientes, segundo desembargador Cláudio Mello Tavares

No audio source provided.
Marcelo Crivella foi eleito deputado federal pelo Republicanos em 2022
Marcelo Crivella foi eleito deputado federal pelo Republicanos em 2022 | Crédito: Câmara dos Deputados/Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) rejeitou por 4 votos a 3 a denúncia contra o deputado federal e candidato ao Senado Marcelo Crivella (Republicanos) no caso conhecido como “QG da Propina”. O julgamento terminou nesta quinta-feira (27), com o presidente do tribunal, desembargador Cláudio Mello Tavares, proferindo o voto de desempate.

Após pedido de vista, Mello Tavares argumentou que a investigação não reuniu indícios suficientes para dar seguimento ao processo. A denúncia do Ministério Público envolvia supostas fraudes em licitações no período em que Crivella foi prefeito da capital, de 2017 a 2020. 

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25) aponta Crivella com 6% das intenções de voto para o Senado no Rio de Janeiro, atrás de Benedita da Silva (PT) com 10% e Carlos Jordy (PL), com 7%.

:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::

Na semana passada, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram manter a validade da candidatura de Crivella por 4 votos a 3. O voto de minerva a favor do ex-prefeito do Rio foi do presidente do Tribunal, Kassio Nunes Marques. Em 2024, Crivella chegou a ser declarado inelegível pela prática de abuso de poder político e econômico e conduta vedada nas eleições de 2020.

A decisão do TSE, no entanto, suspendeu os efeitos da condenação eleitoral que deixava o deputado inelegível por oito anos.

“QG da Propina”

A denúncia conhecida como “QG da Propina” envolveria fraude em licitações, notas fiscais frias e empresas de fachada para desvio de dinheiro público da gestão municipal. Crivella chegou a ser preso em dezembro de 2021, mas foi solto em fevereiro de 2022 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo ficou na Justiça comum e foi transferido para a Justiça eleitoral.

Editado por: Clivia Mesquita

|

Newsletter