O dia 31 de agosto de 2016 entrou para a história do Brasil. Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita à Presidência da República no Brasil, pelo PT, era cassada pelo Congresso Nacional, em um ambiente hostil, pautado pela misoginia e pela violência política de gênero. Essa história é contada no podcast “O golpe contra Dilma – 10 anos depois”, lançado pelo Brasil de Fato, nesta segunda-feira (31).
Antes, em 17 de abril, Dilma e o país acompanharam um dos episódios mais insalubres da história política brasileira. Durante horas, deputados correram ao microfone para declarar seus votos pela admissibilidade do processo de impeachment. Entre os discursos, muitos dedicaram sua manifestação a familiares, amigos e eleitores.
Porém, um deles chocou ao dedicar seu voto à memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar. Era Jair Bolsonaro, agora ex-presidente, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado. Mas aquele ataque à democracia, confirmado pelo golpe, significava, também, a ascensão da extrema direita no país.
Protagonista do golpe, Eduardo Cunha, que era presidente da Câmara dos Deputados à época, usou o pedido de impeachment, assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaína Paschoal, como moeda de troca com o Palácio do Planalto.
Cunha enfrentava um pedido de cassação de seu mandato, que estava na Comissão de Ética da Casa, e tentou barganhar: não pautaria o impeachment de Dilma Rousseff no plenário em troca dos votos petistas pela sua absolvição no colegiado. O PT não topou.
Esse e outros bastidores que contextualizam o momento político que derrubou a ex-presidenta estão no novo podcast do Brasil de Fato:
