Ela cresceu ouvindo Fidel debater estratégia à mesa de casa. Filha de Vilma Espín, uma das fundadoras da Revolução Cubana, e do ex-presidente Raúl Castro, Mariela Castro guarda um repertório de memórias, análises e posições que raramente chega ao público fora de Cuba. Em uma conversa que mistura história e intimidade, ela topou revisitar essa trajetória com exclusividade para o Brasil de Fato, e o resultado é um documento raro sobre um dos personagens mais decisivos da política latino-americana do último século.
Na entrevista, Mariela fala do tio como poucas pessoas no mundo poderiam falar: de dentro, com a autoridade de quem dividiu mesa, memória e projeto político com ele. Mas não para por aí. A conversa avança por temas que ela mesma ajudou a colocar na agenda cubana — e revela o que pensa, hoje, sobre os rumos que a ilha e a esquerda latino-americana estão tomando diante de um cenário internacional cada vez mais hostil.
Tem um momento da entrevista, em especial, que resume o tom de tudo: uma confissão pessoal, quase um desabafo, sobre uma pergunta que Mariela guarda para o tio e que nunca vai poder fazer. Não vamos contar qual é, mas garantimos que vale a pena assistir até o fim para chegar até ela.
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