Solidariedade

Open Arms reforça apoio a hospitais cubanos afetados por asfixia energética com segunda ajuda humanitária

Ao entregar três toneladas de suprimentos, fundador da ONG criticou bloqueio e cobrou mais solidariedade internacional

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Membros da tripulação do Astral, barco a vela da ONG espanhola Open Arms, andam pelo cais em Havana após a chegada da segunda missão humanitária a Cuba.
Membros da tripulação do Astral, barco a vela da ONG espanhola Open Arms, andam pelo cais em Havana após a chegada da segunda missão humanitária a Cuba. 31/08/2026. | Crédito: Adalberto Roque/AFP

A organização espanhola Open Arms realizou nesta quarta-feira (2) sua segunda entrega de ajuda humanitária em Cuba. A doação, destinada ao Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez e ao Instituto de Nefrologia Dr. Abelardo Buch López, em Havana, inclui material médico, leite em pó e outros insumos de primeira necessidade, além de cerca de três toneladas de equipamentos e suprimentos para hemodiálise.

“Quando você está aqui e vê a situação, o contexto, com tão pouco que os profissionais de saúde estão trabalhando, percebe o quanto é importante poder trazer ajuda”, afirmou Óscar Camps, fundador e diretor da Open Arms, durante o ato de entrega, realizado no saguão do hospital pediátrico.

Esta é a segunda missão da Open Arms em Cuba. No fim de julho, a embarcação levou sete toneladas de ajuda e equipamentos destinados, entre outros objetivos, a fortalecer a autonomia energética do Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez.

Durante a entrega das doações, Camps percorreu a unidade de terapia intensiva, que funciona com a eletricidade gerada pelos sistemas solares doados. A entrega ocorre em meio à deterioração do sistema de saúde cubano, em um contexto marcado pela asfixia energética imposta pelos Estados Unidos contra Cuba.

“O que esperamos com nossas ações é ver se elas envergonham outros: outras organizações, outras administrações, outros governos”, afirmou Camps, que disse que a missão será um sucesso se conseguir “nem que seja salvar uma vida”.

Segundo cálculos oficiais, o bloqueio energético contra Cuba fez com que mais de 16 mil pacientes que necessitam de radioterapia e aproximadamente 12 mil que recebem quimioterapia sofram interrupções periódicas em seus tratamentos devido à escassez de medicamentos e aos cortes de energia.

“Nós sabemos o valor que uma vida tem, o quanto é importante salvar uma única vida. Todas as vidas importam”, afirmou Camps.

Fundada em 2015 pelo socorrista Óscar Camps, a Open Arms é uma organização não governamental e fundação humanitária espanhola sediada na Catalunha. Seu trabalho começou com o envio de embarcações de resgate ao mar Mediterrâneo para ajudar migrantes e refugiados em situação de vulnerabilidade.

Nos últimos anos, além das operações de resgate, a organização desenvolveu diversas missões humanitárias para prestar assistência médica e logística a regiões afetadas por conflitos ou desastres.

“Somos muito pequenos, mas somos muito persistentes e seguimos em frente. E acredito que voltaremos a nos encontrar muito em breve, com outra carga”, garantiu o fundador da Open Arms.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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