GALHOS ANCESTRAIS

Arcoverde recebe exposição fotográfica dedicada aos baobás de Pernambuco

Projeto reúne fotografias de Mateus Guedes e Luara Olívia e propõe uma reflexão sobre a relação dos baobás com a memória

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Exposição fica em cartaz até 18 de setembro e segue para Vicência
Exposição fica em cartaz até 18 de setembro e segue para Vicência | Crédito: Árvore Ancestral/Divulgação

A exposição fotográfica “Árvore Ancestral” está em cartaz até 18 de setembro, na Associação URUCUNGO, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, com visitação gratuita. A mostra, que segue depois para Vicência, na Zona da Mata Norte, dá continuidade à circulação pelo interior do Estado após passar pelo Recife e por Limoeiro. O projeto reúne fotografias de Luara Olívia e Mateus Guedes e propõe uma reflexão sobre a relação dos baobás com a memória, a ancestralidade e a identidade dos territórios pernambucanos.

Idealizada pelo artista recifense Mateus Guedes, a exposição é resultado de uma pesquisa sobre os baobás encontrados em Pernambuco e os significados associados a essas árvores. O conjunto apresentado em Arcoverde reúne 20 fotografias em grandes formatos e 15 imagens em Polaroide, produzidas pelos dois fotógrafos.

As imagens exploram diferentes características dos exemplares registrados, destacando tanto a dimensão monumental dos baobás quanto detalhes de suas formas, texturas e elementos naturais. A proposta é estimular o visitante a perceber essas árvores como referências carregadas de histórias e significados.

“O baobá ocupa um lugar particular na história e no imaginário de povos africanos e afrodescendentes. No Brasil, árvores dessa espécie se tornaram parte da paisagem e da memória de diferentes territórios, estabelecendo relações com comunidades, tradições e narrativas que atravessam o tempo. Em Pernambuco, onde alguns desses exemplares se tornaram referências reconhecíveis de seus lugares de origem, a exposição propõe um olhar que vai além do registro documental”, explica Mateus Guedes.

Além do material fotográfico, a montagem incorpora uma ambientação inspirada no universo natural dos baobás. Frutos, galhos, sementes e folhas recolhidos durante o processo de pesquisa são utilizados na cenografia, ampliando a experiência do público e estabelecendo uma relação entre as fotografias e os elementos que fazem parte do ciclo dessas árvores.

A passagem por Arcoverde integra a proposta de descentralização da exposição, levando o trabalho a diferentes regiões de Pernambuco. Depois da temporada no Sertão, “Árvore Ancestral” segue para Vicência, na Zona da Mata Norte, dando continuidade ao percurso pelo interior do Estado.

Editado por: Rostand Tiago

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