polarização

‘Sentimento de medo’ vai influenciar resultado eleitoral, afirma cientista político

Para Adriano Oliveira, rejeição a Lula e Flávio Bolsonaro deve levar parte dos eleitores a escolher um dos candidatos

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Lula e Flávio Bolsonaro devem ser os principais candidatos das Eleições 2026
Lula e Flávio Bolsonaro devem ser os principais candidatos das Eleições 2026 | Crédito: Ricardo Stuckert/PR; Pedro França/Agência Senado

A semana termina com mais movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF) que impactam o processo eleitoral. Nesta sexta-feira (11), o ministro André Mendonça derrubou parte do sigilo das investigações sobre o Banco Master, atendendo a um pedido do presidente Edson Fachin. Com isso, tornou-se pública a investigação contra Flávio Bolsonaro (PL) por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme “Dark Horse”,

Em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, o cientista político Adriano Oliveira avalia que as novas informações beneficiam as duas principais campanhas presidenciais: Flávio Bolsonaro é favorecido pelo impacto a Alexandre de Moraes, ministro vinculado à condenação dos golpistas de 8 de janeiro e agora suspeito de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Eu vejo claramente que tanto o Flávio como o presidente Lula ganham e, consequentemente, se consolida a polarização que já está presente nesta eleição”, pontua Oliveira. O presidente Lula, no entanto, não aparece em nenhuma investigação sobre o Master.

Oliveira aponta que o sentimento de medo causado pela rejeição aos dois candidatos vai pautar a corrida eleitoral. “A última pesquisa Quaest trouxe que 53% dos eleitores brasileiros têm medo da permanência do presidente Lula e 53% receiam a volta do bolsonarismo. Esse medo eu detectei desde o ano passado e detectei também um movimento psicológico bem interessante por parte do eleitor: aquele eleitor independente, ele não quer o Lula, ele não quer o Bolsonaro. Todavia, ele rejeita mais o Bolsonaro, daí ele vota no Lula. E há o eleitor que não quer Lula nem Bolsonaro, mas ele rejeita tanto o Lula que opta por Flávio Bolsonaro. Esse mecanismo está presente e durará até o final do segundo turno”, afirma. “O que vai decidir a eleição é o sentimento de medo”, reforça.

Para o cientista político, o que favorece bastante Lula é a memória positiva dos governos do PT. “O que pesa negativamente para Flávio Bolsonaro é o governo do seu pai, Jair Bolsonaro, principalmente a sua atuação durante a pandemia, o jeito de ser de Jair Bolsonaro e por Flávio Bolsonaro ser visto como uma pessoa que apenas irá estar na presidência para receber a influência do pai”, ressalta. Nesse cenário, Adriano Oliveira considera que Lula tem “leve favoritismo” para sair vitorioso das eleições.

Para ouvir e assistir

Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o É de Manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h25 às 8h25 da manhã, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM, na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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