O Líder Mártir Seyyed Aiatolá Ali Khamenei tem uma longa trajetória de solidariedade internacional, amparando e dando apoio para as lutas anti-imperialistas e anticoloniais durante todo o seu período na função. Ali Khamenei assumiu a missão após eleito pela Assembleia de Peritos em 4 de junho de 1989 e neste posto permaneceu quando enfrentou o martírio de forma serena em 28 de fevereiro de 2026 através da guerra de agressão imposta por EUA e Israel.
Além da trajetória pessoal do Líder Mártir e os desafios na política doméstica iraniana, incluindo os intentos de desestabilização por mercenários pagos pelo ocidente, no cenário externo Khamenei também se destaca. Ele, diretamente, fez parte de uma série de decisões que compromete o esforço da economia do país sob sanções e bloqueios para garantir a solidariedade internacional.
A Força Expedicionária Al-Quds, o braço operacional no exterior do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) surge ao longo da Sagrada Resistência. Este é o período da guerra de provocação de Saddam Hussein contra a integridade territorial do Irã (1980-1988). Após a primeira vitória contra o Iraque financiado pelo Ocidente, a Al-Quds se torna o longo braço do Líder em ação solidária na tarefa de “proteção aos oprimidos”.
Através da Força Al-Quds o Irã proporciona logística e treinamento para forças do Eixo da Resistência no Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Iêmen. Também opera como protetora das comunidades xiitas no Afeganistão e no Paquistão, estabelece relações no continente africano e também na defesa de muçulmanos na guerra sectária da Bósnia além de proteção para a Armênia.
O Líder e seus comandantes diretos, dentre eles o Seyyed Hajj Qasem Soleimani (tornado márt1r em janeiro de 2020), jamais se furtou a receber lideranças da Resistência, acolhendo em Teerã jurados de m0rte pelo s1onismo, dentre estes o próprio Ismail Haniyeh, martiriz4do em ato terror1sta do Mossad – na capital do Irã – em julho de 2024.
É preciso compreender uma situação. Ali Khamenei assume como Líder da Revolução Islâmica logo após o falecimento do Imam Khomeini e uma heroica vitória sobre os mercenários dos EUA, oito anos de guerra de fronteira que ele mesmo participou assim como seu filho. O mais “cômodo” seria garantir a estabilidade no Irã e apenas fazer lindas declarações antissionistas como é costume de líderes da região.
Ao invés da acomodação comprometeu-se diretamente com a luta dos oprimidos, ampliou as capacidades da Força Al-Quds, colocou uma parcela considerável do PIB do país para enfrentar o imperialismo e sempre recebeu aos perseguidos pelo sionismo. O preço foi alto, mas o caminho para a redenção de toda Ásia Ocidental e no rumo de uma hegemonia anti-imperialista está dado.
Em janeiro de 2021, um ano após o martírio do general Soleimani afirmávamos: “seu legado é a própria resistência”. Com o Líder Mártir, o legado é a própria luta anti-imperialista até às últimas consequências. Que sirva de modelo e exemplo para os demais líderes e dirigentes políticos do planeta.
*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.

