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Reação de servidores pode enterrar o projeto nacional de Zema, o governador ‘sem noção’

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Romeu Zema (Novo)/ Governador de Minas Gerais | Crédito: Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Estragos às políticas e aos serviços públicos estaduais permanecem

Romeu Zema (Novo), o empresário e super rico governador de Minas Gerais, que atua a serviço das empresas mineradoras e da Federação da Indústria estadual (Fiemg), já quase não fica no estado, preocupado que está com sua candidatura à presidência. 

Mas os estragos às políticas e aos serviços públicos estaduais permanecem, para sofrimento das famílias mineiras. Afoito em entregar o patrimônio dos mineiros para seus amigos empresários, além de conceder-lhes fartas isenções fiscais, o atual governo ataca direitos e colhe reações que devem enterrar seu projeto nacional. 

Os servidores da Copasa anunciaram greve de 21 a 23 de outubro contra a privatização da empresa e a retirada da Constituição de Minas da obrigatoriedade de consulta à população para autorizar uma possível venda. No dia 22 de outubro, diferentes categorias devem ocupar a capital mineira para protestar contra o governador e a PEC do Cala a Boca, que é como ficou conhecida a proposta de acabar com a necessidade do referendo popular. 

Zema ataca direitos e colher reações

Na quarta-feira (15), o Movimento Brasil Popular realizou um escracho em frente a casa de Zema, na região da Pampulha, denunciando a falta de políticas de combate à fome e à miséria no estado. São mais de 3,4 milhões de mineiras e mineiros em situação de pobreza crônica, ainda assim o governador desviou mais de R$ 88 milhões do Fundo de Combate à Miséria para outras áreas, conforme denúncia do bloco Democracia e Luta na ALMG. 

Mais mobilizações

Os servidores do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), em greve há mais de 45 dias, com perdas salariais de mais de 80% desde 2012, seguem sem proposta do governo, demonstrando o descaso da atual gestão com a área. 

Outros trabalhadores que estão furiosos são os da segurança pública. E não é para menos, já que receberam um calote do governo, que anunciou esta semana que não irá pagar o reajuste devido à categoria. Os sindicatos convocaram um ato para o próximo dia 28 de outubro, reunindo policiais civis, militares, penais e bombeiros.

Já o governo federal andou ajudando o povo mineiro, e, portanto, dificultando a vida de Zema, ao prorrogar o prazo para adesão ao Propag. Com isso, o governador perdeu a desculpa para atropelar a sociedade e a ALMG para aprovar projetos que autorizam a privatização de parte do patrimônio do Estado. 

O caminho está traçado. Contra a ausência de brio e bom senso de Zema, e em defesa dos serviços e dos servidores públicos, que se avolumem os protestos. As mineiras e os mineiros não aguentam mais o atual governador. 

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Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

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