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‘ALMG inimiga do povo’: população deve intensificar luta contra a PEC do Cala a Boca

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A Assembleia Legislativa aprovou em 1° turno a PEC 24/23, na madrugada de sexta-feira (24) | Crédito: Foto: Willian Dias/ALMG

Zema tomou como estratégia “fatiar” a entrega e elegeu como primeiro alvo a Copasa

Durante a última madrugada, a Assembleia Legislativa aprovou em 1° turno a PEC 24/23, ou “PEC do Cala a Boca”, como foi apelidada pelos movimentos sindicais e populares. Enquanto o povo de Minas Gerais dormia, o legislativo, de forma vergonhosa, retirava da população o direito de opinar sobre a entrega da Copasa para o mercado financeiro. 

O governador, Romeu Zema (Novo), busca a todo custo se mostrar para a extrema direita como candidato viável para as eleições presidenciais de 2026. Com o acirramento da corrida eleitoral, ele procura agradar setores para os quais havia prometido entregar as riquezas de Minas Gerais, em troca de apoio rumo ao Palácio do Planalto. 

É certo que seus amigos, grandes empresários, já abocanharam uma fatia dos recursos do estado por meio de isenções de impostos que chegaram aos R$111 bilhões, segundo dados do Sinfazfisco. No entanto, Zema não conseguiu, ao longo de seus dois mandatos, entregar as galinhas dos ovos de ouro: as empresas estatais. 

Diante da resistência que enfrentou ao longo dos últimos sete anos, seja dentro da Assembleia Legislativa, ou por meio de iniciativas dos movimentos sindicais e populares, o governo tomou como estratégia “fatiar” a entrega e elegeu como primeiro alvo a Copasa, uma empresa lucrativa, que enche os olhos do mercado financeiro, cuja venda vai colocar em risco o acesso ao saneamento e à água tratada para o povo de Minas Gerais. 

Nas sessões desta madrugada na Assembleia Legislativa, as galerias estavam lotadas de trabalhadores que se mobilizaram heroicamente nas últimas semanas para defender a empresa. Mesmo assim, a maioria das deputadas e deputados decidiu ignorar sua tarefa de representar o povo (que já se mostrou contra a PEC e contra a privatização da empresa) para agradar o governador. 

O Congresso Nacional sentiu o peso das mobilizações populares quando foi apelidado de “Congresso Inimigo do Povo” e teve que retroceder na “PEC da Bandidagem” e na anistia aos golpistas pela força das ruas. Agora, cabe ao povo de Minas Gerais e aos movimentos sindicais e populares reforçar a resistência na tramitação em 2º turno para que as deputadas e deputados compreendam a quem eles devem prestar contas agora e nas próximas eleições. O povo mineiro não esquecerá.

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Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

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