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Com apoio da PBH, privatização da Copasa avança

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O prefeito Álvaro Damião cumprimenta Romeu Zema durante visita do ex-governador à Câmara Municipal de BH | Crédito: Rafaella Ribeiro/CMBH

40% do lucro da empresa vem de BH

No final do ano passado, o então governador Romeu Zema, articulado com o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Tadeuzinho, conseguiu depois de uma batalha imensa aprovar a autorização para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). 

Sem perder tempo, o Conselho de Administração da empresa pública reuniu-se para debater o modelo de privatização que validou a venda de parte das ações do Estado de Minas Gerais.

A história já conhecemos: privatiza, os serviços pioram

Um elemento determinante para o processo de privatização é a concessão do serviço de saneamento e abastecimento de água na cidade de Belo Horizonte. Afinal, dos R$ 1,42 bilhão de lucro líquido da empresa em 2025, 40% vem da capital do estado. Ou seja, para a privatização ser atrativa, a Copasa precisava garantir a manutenção da concessão em BH. Ainda no início de dezembro de 2025, a empresa sinalizou para a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) o desejo de celebrar contrato que estendia a concessão até 2073.

R$1,8 bilhões para a PBH 

Na quarta-feira (25), a PBH junto com o novo governador Mateus Simões, de portas fechadas e sem debate com a Câmara de Vereadores, muito menos com a sociedade, fecharam um novo acordo entre a Copasa e a prefeitura. Pela ausência de autorização do legislativo municipal e redefinição das condições do contrato, a prorrogação da concessão até 2073 é passível de questionamento judicial.  

Segundo a PBH, o acordo inclui o valor de R$1,8 bilhão de outorga livre, que é um recurso que cai na conta da prefeitura para livre aplicação da prefeitura.

A PBH vem passando dificuldades financeiras porque a sua receita tem diminuído. O prefeito já anunciou um corte de mais de R$350 milhões na saúde. A renovação do contrato, portanto, combina o interesse do governador Mateus Simões em privatizar a Copasa e o interesse do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, para ajudar nas finanças da prefeitura.

A atitude do prefeito de Belo Horizonte contribui para que a população mineira abra mão de um patrimônio precioso, transformando o acesso à água em mercadoria, e fonte de lucro para alguns poucos empresários e grandes investidores nacionais e internacionais. Deste modo, num futuro próximo, quando as tarifas estiverem mais caras e o serviço de pior qualidade, o prefeito deve ser responsabilizado, tanto quanto Romeu Zema, Mateus Simões e a Assembleia Legislativa. 

A história já conhecemos: privatiza, os serviços pioram e aumentam as tarifas. O prefeito está preparado para pagar por essa irresponsabilidade de privatizar o acesso a água e ao saneamento básico?

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Editado por: Elis Almeida

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