Conversa Bem Viver

‘Nós, pessoas pretas, crescemos com medo de apagarem nossos feitos e nomes’, diz Fábio Cruz

Humorista também discute o papel do humor e os limites da liberdade de expressão

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Fábio Cruz também é o mais novo jurado fixo de Infiltrado na Cozinha, programa de Paola Carosella transmitido no GNT e na Globoplay | Crédito: Adalberto de Mello Pygmeu

Para alguns, pode ser difícil identificar a fronteira entre o papel do humor no enfrentamento à censura e até qual ponto vale a defesa da liberdade de expressão, mas, para o humorista e influenciador digital Fábio Cruz, de 33 anos, conhecido como Fabão, o limite é claro: o respeito ao outro. 

Segundo ele, o humor possui o potencial de agregar e transformar as coisas, mas tem o seu uso deturpado quando utilizado para disseminar preconceitos e ideias que afetam as existências de comunidades inteiras. 

“Me entristece muito ver que tem gente que se alimenta disso. Ver que tem gente que ousa até mesmo chamar isso de ‘liberdade de opinião’. Você entende que, a partir do momento em que uma pessoa está se ferindo com aquilo que você está falando, a sua opinião é criminosa? Não é sobre o que você pode falar, é sobre o que você tem para falar. Você pode emitir a sua opinião desde que ela não vá atingir 1 milhão de pessoas”, enfatiza Cruz, em entrevista ao Conversa Bem Viver.  

Homem negro nascido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o humorista também fala sobre os desafios que passou por ter vindo da periferia carioca, sendo o primeiro da família a entrar e concluir uma faculdade. 

Cruz encontrou na terapia uma aliada importante para se adaptar ao novo momento de sua vida. Muito diferente dos tabus que ainda persistem na sociedade brasileira, ele destaca que, diante do racismo, os cuidados em saúde mental são essenciais, em especial para a população negra. 

“Vivemos em uma sociedade que diz que terapia é uma ‘grande palhaçada, ‘falta de trabalho’, ‘falta de roupa para lavar’.  Mas, se você tem o mínimo de acesso, se você consegue fazer terapia, faça”, convoca. 

Fábio Cruz também é o mais novo jurado fixo de Infiltrado na Cozinha,  programa da chef Paola Carosella, transmitido no GNT e na Globoplay. Para o humorista, muito mais que um trabalho, a participação no programa é a consolidação da sua marca na história da televisão brasileira. 

“O que me choca é estar rolando um catálogo de TV e ver a minha cara ali. Ver o meu nome ali, do lado de pessoas relevantes. Porque aquilo ninguém vai poder apagar. Ninguém. Ninguém, ninguém. Nós, que crescemos enquanto pessoas pretas, crescemos muito com esse medo de apagarem a gente. De apagarem os nossos feitos, de apagarem os nossos nomes”, explica. 

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato – Qual é o papel do humor para driblar a censura em contextos autoritários?

Fábio Cruz – Eu costumo dizer que é possível falar sobre tudo com humor. Eu sou da teoria de que o humor, pelo menos o humor que eu acredito, é um humor que agrega. Uma pessoa que consegue fazer a outra rir tem na mão uma ferramenta muito importante.

Quando vejo uma pessoa usando do humor para outra coisa, para ofender, para fazer chorar, para fazer doer, eu falo: “Cara, que burrice você usar desse poder que você tem de uma forma tão errada”. Quando a gente tem o humor nas mãos, é possível mudar muita coisa. 

O riso, diferentemente do humor, é muito utilizado para legitimar comentários ofensivos? É uma distorção do significado do humor por meio da risada?

Desde que o mundo é mundo, a gente entende como funcionam os coletivos. As pessoas se alimentam em coletivos. Quando alguém faz um comentário negativo — e eu não vou nem chamar de piada — disseminando um preconceito, ou algo do tipo, ele fica naquela esperança de outra pessoa sorrir para validar o que ele fez e começa aquele movimento de grupinho.

Lembra na escola que tinha aquele grupinho que se juntava e um fazia uma piada? A outra pessoa se doía, mas, enquanto o outro estivesse rindo, era válido aquilo. Me entristece muito ver que tem gente que se alimenta disso. Ver que tem gente que ousa até mesmo chamar isso de “liberdade de opinião”

Você entende que, a partir do momento em que uma pessoa está se ferindo com aquilo que você está falando, a sua opinião é criminosa? A sua opinião dói. Eu gosto de acreditar que a internet tem lei. Todos os lugares têm lei. Eu não consigo olhar para a internet como um lugar sem lei, onde pode falar sobre tudo e vai ter gente rindo. 

Bem, vai ter gente rindo de piadas preconceituosas e de comentários absurdos, como tem gente que concorda com crime. Piadas e comentários absurdos estão para crimes. Sempre vai ter alguém, infelizmente, para dar risada de coisas absurdas. Eu não quero estar desse lado.

Paulo Vieira, outro grande nome potente do humor brasileiro, recentemente foi questionado sobre a discussão com relação à liberdade de expressão. Ele respondeu que todos têm liberdade de expressão, mas que não podemos ofender o outro. Você concorda?

Exato. É muito absurdo ver que a galera deturpa os discursos. Então, por exemplo, quando a gente chega com o discurso de liberdade de expressão, o que a gente está dizendo é: você é livre para ter a sua opinião. Eu sou livre para ter a minha opinião. Agora, sua opinião não pode ser criminosa. O erro está aí. 

Não é sobre o que você pode falar, é sobre o que você tem para falar. Você pode emitir a sua opinião desde que ela não vá atingir 1 milhão de pessoas, desde que ela não vá contra a existência de outras pessoas. Às vezes pegam esse discurso e deturpam ele completamente em prol do seu bem maior, porque vivemos em uma sociedade muito egoísta. 

Recentemente, eu vi uma publicação de um rapaz que simplesmente decidiu comprar todos os produtos de uma marca de uma influenciadora. Ele trabalha de segunda a sexta, ou de domingo a domingo, ganha o salário dele e compra os produtos da influenciadora. Vida que segue. Mas vi muita gente rindo, debochando e comentando coisas absurdas sobre o cara. Se ele trabalha e com o dinheiro dele compra os produtos da influenciadora, qual é o problema nisso? Onde isso me atinge? Por que eu, da minha casa em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, vou reclamar disso?.

Mas vi uma galera falar: “Você também quer pagar de bom moço”. Não é pagar de bom moço. É uma pergunta genuína. O que te atinge? Da sala da sua casa, você sentado com o celular na mão, o que que a vida do Joãozinho que trabalha de domingo a domingo tem a ver com você? Desde que ele não esteja ferindo ninguém, não tem nada a ver com você. 

Seria diferente se ele estivesse, por exemplo, fomentando agressão. Nesse caso, nós, enquanto cidadãos, temos o direito de levantar a mão e falar: “Isso é criminoso e errado”. Agora, se o cara está gastando, comprando produtos de beleza, o que você tem a ver com isso? Parece que a galera entrou em um movimento de que “é preciso criticar”. 

É óbvio que tem coisas que precisam ser criticadas. Mas tem uma banda na internet que pensa: “Eu vou zoar essa pessoa porque eu vou me sentir poderoso zoando essa pessoa”. E não é sobre poder, é sobre o que você está falando. Faz sentido o que você está falando? Você está ferindo uma pessoa? Se você está ferindo alguém, não é legal.

Eu não me considero ainda uma pessoa vítima de comentários maldosos. Isso é até interessante, porque eu não cruzo com muitos comentários maldosos. É óbvio que tem uma galera que não gosta por não gostar. É uma pessoa que diz: “Pô, não gosto desse garoto”. E aí, quando você vai tentar entender o porquê, a pessoa fala: “Não sei, só não gosto”. 

Acho que falta um pouco entender que o que é exibido na internet, falando por mim, a única pessoa por quem eu consigo falar, é muito o que eu quero que seja exibido na internet. Isso não é nem 10% do que eu vivo no dia. Mas a galera precisa entender também que isso não te dá o direito de entrar, invadir. Eu não sei se vocês já assistiram aquele filme Mãe!, que chega uma galera que vai entrando, entrando, entrando, entrando. 

Nada te dá liberdade de entrar dessa forma. Achar você pode achar, mas acha aí na sua casa. Não ache que o fato de você achar isso te dá a liberdade de criar uma história que vira uma fofoca, que depois vira outra coisa.

Você tem essa liberdade de poder achar, mas você não pode pegar esse achismo transformar em verdade e veicular isso. Você está pegando a vida de uma pessoa e está expondo. Aí vem aquele comentário: “Ah, mas é uma pessoa pública”. É, mas o fato de ser uma pessoa pública não te dá a liberdade de entrar na vida dela, virar de cabeça para baixo e ir embora. Ainda somos seres humanos aqui.

Qual é o limite do humor?

Eu amo essa pergunta sobre o limite do humor. Eu acho que o limite do humor é quando uma pessoa não dá risada. Uma pessoa só. Eu posso estar em uma plateia com 100 pessoas, se uma não deu risada, chegou no limite do humor. 

O humor é uma ferramenta de comunicação, é uma ferramenta de direção. Você pode caminhar por lugares usando do humor. A partir do momento em que uma pessoa se sentiu ofendida, acabou. Acabou. Isso não é sobre querer agradar a tudo e a todos. Mas você tem que saber até onde vai o que dói o outro. É o mínimo de empatia. Não dá para você achar que é um grande “oba, oba”. Não é um grande “oba, oba”. As pessoas se doem, as pessoas se incomodam e a gente tem que validar a dor das pessoas, porque cada um sabe onde dói. 

Eu não estou acima do bem e do mal para dizer: “Isso não te doeu tanto”. Só você sabe onde te dói. Então o limite está aí.

Uma informação pública sobre a sua vida é que você faz acompanhamento terapêutico. Qual é a importância dos serviços em saúde mental, pensando principalmente na perspectiva da população negra?

Hoje, o fato de eu conseguir fazer terapia é algo completamente fora da curva da minha realidade. Eu venho do Complexo do Alemão, de uma família onde eu sou a primeira pessoa a conseguir entrar e terminar uma faculdade. Eu sou formado em comunicação social, publicidade e propaganda. Quando eu comecei a trabalhar com publicidade, com o computador na minha frente, eu achava que eu não estava trabalhando. Minha visão de trabalho era a minha mãe saindo às 5h30 da manhã para limpar o banheiro da faculdade. 

A minha visão de trabalho era meu pai em casa ou fazendo um bico atrás do outro. Então, quando eu começo a entender que as coisas estão mudando, eu bugo total. Daí, faço terapia há 6 anos. Mas, para a população preta, é muito complicado, porque somos treinados a achar que o que passamos é coisa da nossa cabeça. 

Eu lembro que uma vez eu fui contar para um parente que ainda mora no Complexo que eu estava fazendo terapia e a reação dele foi: “Nossa, que palhaçada”. Para a galera que ainda tem um pensamento retrógrado, é uma grande palhaçada. 

Só que, quando eu entendi que o que eu vivo hoje está fora de uma curva que a sociedade queria que eu estivesse dentro, eu olho e falo: cara, se você tem o mínimo de oportunidade, busque. A gente vai viver em uma sociedade que vai falar que é uma grande palhaçada. A gente vai viver em uma sociedade que vai falar que “isso é falta de trabalho”, “isso é falta de roupa para lavar”. 

O que eu ouvia era isso, que terapia era falta de roupa para lavar, falta de casa para arrumar, que eu tinha que virar homem. Era daí para baixo. Então, se você tem o mínimo de acesso, se você consegue fazer terapia, faça. 

Recentemente, falei para uma pessoa que trabalha comigo que eu gostaria de ser mais respeitado. Não sei de onde surgiu isso na minha cabeça, mas eu senti que eu precisava externalizar que eu gostaria de ser mais respeitado, no sentido de que eu não gostaria de ter que avisar todas as vezes que eu vou falar sério. Estava me cansando. Eu não sei se é por fazer humor, mas estava me cansando ter que sinalizar que iria falar sério, enquanto outras pessoas brancas não precisavam disso. 

Todas as vezes que eu ia falar sério, eu percebia que o tom que eu tinha que chegar era um tom mais duro e, automaticamente, era interpretado como uma pessoa raivosa. Todas as vezes que eu ia falar sério, tinha que sinalizar que eu ia falar sério, então eu falei: “Cara, eu só quero ser levado a sério”. E eu entendi na terapia que o que eu quero é o mínimo. Ser levado a sério é o mínimo. Eu só não quero ter que anunciar algo. 

Eu só quero ter que falar das coisas que eu penso e ser respeitado, não só por mim, mas pela minha mãe e pela minha avó, que vieram antes de mim e que não foram respeitadas e validadas, mas que tinham sonhos parecidos com os meus que não foram colocados em prática porque a sociedade os engoliu. Eu só quero poder viver hoje o que pessoas que vieram antes de mim tentaram e foram silenciadas. 

É só isso que eu quero. Agora, se uma pessoa que está ali trabalhando comigo acha que isso é um absurdo, o problema não está comigo, o problema está com você que está achando que isso é absurdo. 

O benefício da terapia é muito grande. Eu lembro a primeira vez que eu passei por uma situação sobre a qual nunca falei abertamente. Tenho uma tendência em apostar no erro para não me decepcionar. Depois eu entendi que isso não era sobre uma tendência minha, que era algo que minha mente foi treinada, pensando: “Bem, eu vou apostar no erro porque eu sei que é mais um tiro na água”. Quando a minha vida começa a virar, dá um bug, que eu falo: “Espera aí, apostei no erro, mas não deu errado. O que está acontecendo?”. 

Eu lembro da primeira vez que eu estava me forçando a começar a pensar no erro e pensei: “não, isso aqui vai dar bom. Eu vou bater no peito e vou sustentar”. E deu certo. Você entra em uma elevação física e mental, que não tem como explicar. Terapia salva vidas, de fato.

Você é o novo jurado fixo de Infiltrado na Cozinha,  programa de Paola Carosella. Como está sendo essa experiência?

Está sendo incrível. Eu já conheço a Paola há uns bons 4 anos, indo para 5 anos. Somos amigos, mas nunca imaginamos trabalhar juntos. Com a Luana Zucolotto, que é a outra jurada, eu já tinha cruzado em alguns lugares, mas também nunca tínhamos pensado em trabalhar juntos. 

Eu já tinha feito programas que foram para o YouTube, dentro da própria Globo, como o Papo de Reality e o Beija Sapo, e quando chegou a oportunidade de um programa para TV, me vi em um lugar que antes eu nunca imaginava. 

Eu cresci de frente para a TV. Eu fui aquela criança bem anos 1990, 2000, que crescia de frente para a TV. Então, uma coisa é você imaginar e outra coisa realizar. Em vários momentos da minha vida eu imaginei: “Ai, queria estar ali, nossa, se eu tivesse ali eu ia fazer assim”. 

O que mais me choca não é nem ver o programa no ar. O que me choca é estar rolando um catálogo de TV e ver a minha cara ali. E ver o meu nome ali, do lado de pessoas relevantes. Porque aquilo ninguém vai poder apagar. Ninguém. Ninguém, ninguém, ninguém. Nós, que crescemos enquanto pessoas pretas, crescemos muito com esse medo de apagarem a gente. De apagarem os nossos feitos, de apagarem os nossos nomes. 

Mas uma vez feito, uma vez no ar, uma vez gravado, uma vez ali, registrado, ninguém vai poder apagar. E eu acho que o Infiltrado na Cozinha diz muito sobre isso. Primeiro, é um projeto lindo, que está lindo de ver e foi lindo gravar. Eu espero que tenha mais 800 temporadas e que vá para TV aberta para que mais pessoas possam assistir. Mas o mais importante para mim é que está ali. Eu estou ali. Eu existo ali, eu estou ali, eu me vejo ali. É legal toda quarta-feira, às 21h45, no GNT, no Globoplay, ligar a televisão e ficar me vendo. 

Cria na minha cabeça a ideia de “Nossa, se minha mãe estivesse viva, ela ia amar isso daqui”. “Se minha avó estivesse viva, ela ia contar para todo mundo”. E eu acho que tem pessoas, crianças, jovens, que estão me vendo ali e achando possível. Hoje, eu posso ser o que eu gostaria de estar vendo quando eu era adolescente. Eu acho que eu faço TV para isso, para continuar vendo um Fábio que eu gostaria de ver quando eu era adolescente.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para ser incluído na nossa lista de distribuição, entre em contato por meio do formulário.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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