VISÕES POPULARES

‘É a luta entre quem quer direitos e quem quer privilégios’, avalia MST, sobre as eleições

Em entrevista, Silvio Netto, do MST, reforça a importância da união das esquerdas, frente aos desafios de 2026

No audio source provided.
...
“Precisamos garantir o compromisso de eleger a Marília, reeleger o presidente Lula e dar um basta nessa direita mineira” aponta integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). | Crédito: Brasil de Fato MG

No próximo sábado (30), acontece, na Quadra dos Metalúrgicos de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o Encontro das Esquerdas com Lula pelas Minas e pelos Gerais. Convocado por uma frente de sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, o evento será a síntese de um processo de mobilização estadual, reunindo contribuições de todas as regiões mineiras em um espaço unificado de debate e construção política do projeto popular. 

Tratando das perspectivas para esse encontro, o Visões Populares entrevista Silvio Netto, integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

“A falta de unidade das forças populares em Minas Gerais é o desafio a ser resolvido ao longo do ano de 2026. A conjuntura é desafiadora, mas não podemos perder de vista que a dimensão e a força do povo organizado é muito superior às forças do agronegócio, das oligarquias e do modelo de mineração. Isso já foi testado, experimentado e comprovado”, aponta Netto.

Ele, que também faz parte da coordenação dos programas populares de agroecologia das bacias do Paraopeba e do Rio Doce, abordou na entrevista o cenário no estado, os desafios para o campo progressista e as perspectivas para as eleições de outubro deste ano. Tratamos ainda sobre o fim da escala 6×1.

Confira a entrevista: 

Brasil de Fato MG – Estamos em um ano muito decisivo no Brasil e Minas Gerais aparece como um território chave, seja por sua importância eleitoral, seja pela participação central em debates que têm impacto global. Qual é a conjuntura do estado hoje?

Sílvio Netto – A análise de conjuntura é bastante importante na trajetória das organizações e das forças populares, à medida que, ao analisar a realidade, temos as melhores condições de determinar os passos a serem dados. Por isso, é sempre importante que se dê da forma mais coletiva possível.

A análise de conjuntura é o exercício de analisar a realidade em que estamos. Como lutadores e lutadoras do povo, analisamos a realidade para determinar os passos da luta. É o exercício que fundamenta o planejamento do que fazer, por parte das organizações da classe trabalhadora.

Analisar Minas Gerais é sempre muito complexo, porque Minas são muitas, por sua diversidade de biomas, sua diversidade cultural e dimensão gigante, que faz fronteiras com o Nordeste, com o Centro-Oeste ou com o Sudeste.  

Não analisamos a realidade olhando para os governos, analisamos olhando para a luta de classes, para a correlação de forças que se estabelece na luta entre a classe trabalhadora, o povo e as classes dominantes, a burguesia. Aqui, é importante entendermos que predominam três grandes forças por parte da classe dominante. A primeira são as oligarquias, que se arrastam por séculos e são ainda muito presentes em Minas Gerais, sejam as famílias tradicionais que têm o seu poderio pelo interior do estado ou na capital. 

Uma segunda força é a do agronegócio, que herdou o latifúndio e se vincula, não só a um modelo que atua no campo, mas a um modelo que atua ligado às multinacionais, aos bancos e ao Estado brasileiro. Com seus vínculos também no Poder Judiciário e nos próprios governos.

E a terceira grande força é a do modelo de mineração, também muito presente na história de Minas. Temos isso no nome, Minas. Desde o ciclo do ouro, esse modelo se organiza no território mineiro e faz parte da história do modo de desenvolvimento do capital no estado. 

Mas hoje, mais do que nunca, diante de uma crise internacional, ele parte para uma ofensiva no território mineiro. Essa ofensiva não é só territorial, com a sua expansão, seja no Vale do Jequitinhonha com o lítio, seja no Noroeste, no Alto Paranaíba e no Triângulo Mineiro com o nióbio, ou nas próprias minas, que estão por abrir, se o povo permitir, no planalto vulcânico em Poços de Caldas.

Mas é também um modelo que atua politicamente, articulando o conjunto das forças de direita no estado de Minas Gerais. E que, junto com as oligarquias e com o agronegócio, compõe uma trilha da qual podemos medir, à medida que dão passos e expressam o seu caráter político, qual é o comportamento da classe dominante no estado de Minas Gerais. 

E não temos dúvida: essas três forças políticas e econômicas da burguesia são indissociáveis neste momento. Elas estão unificadas para que haja uma manutenção do projeto de extrema direita no estado de Minas Gerais. Um projeto privatista, que entregue os nossos bens da natureza como forma de ampliação da margem de lucro, que vincula o estado de Minas Gerais diretamente aos interesses do imperialismo norte-americano.

É fundamental, para que Donald Trump continue jogando bombas na cabeça das crianças palestinas, que se mantenha um governo entreguista de extrema direita que permita a ele o acesso facilitado às nossas terras raras. É uma balela dizer que as terras raras estão prioritariamente a serviço de uma mudança na matriz energética, de um benefício diante da emergência climática que vivemos. O que eles querem é manter o seu poderio bélico e precisam, então, das nossas matérias-primas e recursos naturais para isso.

Na outra face da moeda, temos também uma diversidade muito grande de organizações e forças populares. Minas Gerais é palco histórico de lutas importantes, rebeliões e revoltas do povo. Temos na nossa história a Revolta de Carrancas e o Quilombo Campo Grande, temos uma tradição de muitas lutas, seja nas Minas, seja nos Gerais, sertanejos que tanta luta fizeram.

Mais recentemente, temos as importantes histórias das lutas do movimento operário. Talvez a mais importante delas seja a de Ipatinga, mas sempre tivemos um movimento operário muito combativo. E também as lutas no campo que persistem, seguem orientadas e dirigidas pelo MST, mas são diversas, grandes e importantes lutas.

Temos também a capacidade de resistência do nosso povo em Minas Gerais, muito testada recentemente, seja pela lama tóxica que desceu de Mariana e percorreu o Rio Doce até o mar; ou pela lama que desceu da barragem do Córrego do Feijão, percorreu o Rio Paraopeba e parou na represa de Três Marias. Um povo agredido, que foi assassinado pelo crime da mineração e que resiste com marchas, ocupações e lutas, demonstrando toda a capacidade de resistir a esses ataques que sofre por parte da classe dominante.

Mas é verdade que a mesma unidade que a burguesia tem, hoje, nos falta. Carecemos de uma unidade das forças populares em Minas Gerais. E esse é o desafio que temos para resolver ao longo do ano de 2026. Um povo não segue forças dispersas. 

O povo só segue quando as forças estão unificadas e coesas, apontando para quem é o inimigo e para quais são as superações concretas dos seus problemas concretos. Em Minas Gerais, esse é o grande desafio, independentemente até do processo eleitoral, temos que ajustar os pontos de unidade das diversas lutas sociais que travamos para que possamos apresentar o nosso projeto para o povo mineiro.

De maneira que a conjuntura em Minas Gerais é desafiadora, mas, na contradição desses desafios, não podemos perder de vista que a dimensão e a força que tem o povo organizado em Minas Gerais é muito superior às forças do agronegócio, das oligarquias e  do modelo de mineração. Isso já foi testado, experimentado e comprovado. O que nos falta é esse ajuste no processo organizativo de construção de quais são as lutas prioritárias do próximo período.

Ainda não existe uma definição das candidaturas para o governo do estado, seja no campo da direita, seja na esquerda. Por que Minas Gerais, com toda essa importância nacional, ainda não tem pré-candidatos definidos?

Se não analisamos a realidade a partir de governos, as eleições e os governos são reflexo da realidade, espelham o que enfrentamos na luta de classes. E temos hoje três grandes desafios já muito maduros, inclusive são um ponto de partida importante para que possamos acumular forças populares em Minas Gerais. 

Temos uma pré-candidata ao Senado, que é a companheira Marília Campos (PT), que, de forma impressionante, demonstra que, quando decidimos e unificamos, as pesquisas mostram como ela está bem posicionada para acessar essa cadeira no Senado. 

Temos um segundo esforço já muito bem determinado, que é em torno da reeleição do presidente Lula. Eleger o presidente Lula pela quarta vez, em Minas Gerais, é uma tarefa das grandes e existe uma coesão muito grande das forças populares; não é à toa que as pesquisas também mostram que o presidente Lula, se dependesse de Minas Gerais, já estaria reeleito.

Temos um terceiro desafio, e este talvez seja o que mais vai dar trabalho, que é o de afastar definitivamente a extrema direita desse governo. Passamos oito anos com um governo de extrema direita que cumpriu à risca todos os mandamentos de como sacrificar o seu próprio povo: entregou o Estado para os seus amigos e para o empresariado; entregou os nossos bens da natureza para as grandes corporações internacionais, seja do agronegócio ou da mineração; e combateu todas as formas de organização popular que existem em Minas Gerais.

Então, é nosso dever afastar de vez, e que possamos lembrar na história, o governo Zema como o pior governo da história de Minas Gerais. Temos que impedir que o seu herdeiro, que agora também é governador, Mateus Simões, possa se reeleger. Isso nem parece estar tão difícil, porque o governo foi tão ruim e é tão mal avaliado que todas as pesquisas indicam que ele é um fiasco eleitoral. Mostram, inclusive, que o povo mineiro sabe o mal que o governo Zema e Mateus Simões fez ao povo mineiro.

Também há as aventuras, principalmente desse processo de comunicação em rede social, que se expressa muito na figura do senador Cleitinho. É um fiasco de gente. É um sujeito que não vale um pão velho, porque não tem nenhum projeto para Minas Gerais. Sabe muito bem fazer as dancinhas e a micagem na rede social, mas não tem projeto nenhum para resolver os problemas concretos do povo mineiro. Para resolver, inclusive, os problemas acumulados por oito anos dessa ofensiva que sofremos na mão do governo Zema. Pior, é um governo que seria um desastre em função da sua irresponsabilidade com todos os temas que são apresentados a ele.

Não temos a menor dúvida, o lado de lá está encalacrado. Do ponto de vista de nomes, ou vai com uma aventura do TikTok, uma aventura da micagem, ou vai com o herdeiro de toda a ofensiva que sofremos durante oito anos. Então, é nossa tarefa eleger Marília, é nossa tarefa reeleger o presidente Lula e é nossa tarefa impedir que o povo seja enganado pelo TikTok do Cleitinho ou levado ao engano de novo para a manutenção do herdeiro do pior governo da história de Minas Gerais.

Da nossa parte, acho que é até natural que não tenhamos um candidato ainda escolhido. Por mais que isso pareça contraditório, é natural, já que ainda não celebramos uma unidade organizativa de todas as forças populares em Minas. Então, se o desafio é nos organizar, é no processo de organização que vamos ter um nome coerente. Existem nomes sendo aventados, que se vinculam ao presidente Lula. 

Precisamos garantir o compromisso de eleger a Marília, reeleger o presidente Lula e dar um basta nessa direita mineira. Talvez o maior desafio seja celebrarmos um grande pacto entre as forças de esquerda para que possamos apontar um nome que seja vitorioso em outubro deste ano.

Com esses desafios está proposto, para o próximo dia 30, o Encontro das Esquerdas com Lula pelas Minas e pelos Gerais. Qual a importância desse momento?

Seremos mais de 1,5 mil militantes de esquerda de todas as regiões do estado de Minas Gerais. Não é um encontro do PT, não é um encontro do MST, não é um encontro do movimento sindical; é um encontro de todos os lutadores e lutadoras do povo organizado. Com as suas coordenações e representações, vamos juntar as forças vivas do estado de Minas Gerais. 

Sejam elas as que atuam no campo ou na cidade, nos coletivos de mulheres, nos coletivos de juventude, nas associações, nos sindicatos, nos movimentos populares, nos partidos de esquerda. Para que possamos, ao longo do dia, trazer um conjunto de debates que já vínhamos fazendo, a partir de diversos encontros por todo o estado de Minas Gerais, que têm demonstrado o quanto o povo está com disposição para a luta. 

Esse encontro do dia 30, aqui em Contagem, vai nos permitir fazer uma síntese desses tantos debates que temos feito, seja do momento que estamos vivendo em Minas Gerais, seja do que fazer, dos grandes desafios. Temos uma expectativa de que cada um desses militantes saia com o compromisso de promover um processo semelhante lá na sua comunidade, no seu município, na sua região, e com isso multiplicarmos esses entendimentos por todo o estado, garantindo que tenha capilaridade.

Na roça brincamos: “Olha, temos que, depois desse encontro, descer para as tripas”. É descer para as tripas de Minas Gerais com essas orientações. A tropa está pedindo as orientações e esse encontro, então, vai ser o comando do que fazer pelas Minas e pelos Gerais para que possamos acumular força, derrotar a extrema direita, reeleger o presidente Lula, indicar o nosso candidato ao governo e impedir mais projetos de retrocesso para Minas.

Por que a extrema direita tem tanto medo do fim da escala 6×1? 

Nesta altura do campeonato, a extrema direita é burra. É burra e quero aproveitar aqui, talvez como uma gentileza da nossa parte para eles: não ousem impedir que o projeto seja aprovado. O Brasil vira uma Bolívia no dia seguinte. Esse tema já entrou nas mentes e nos corações do povo brasileiro. 

Já existe uma expectativa e não há ninguém que não seja favorável e não compreenda a legitimidade de acabar com esse regime de escravidão moderna que estamos vivendo. Então, acabar com a jornada 6 por 1 agora no Congresso é o óbvio. É isso que todo o povo brasileiro está esperando. 

Que eles não ousem, pois a resposta não vai vir nas urnas como muitos têm dito. Se a extrema direita está achando que vai ter um prejuízo eleitoral se inviabilizar o fim da escala 6 por 1, ela está enganada. O que ela vai ter é uma onda de revolta contra ela promovida pelo povo brasileiro. 

::Leia também: Mães trabalhadoras relatam como o fim da escala 6×1 melhoraria suas vidas::

Temos a segurança de que o projeto vai ser aprovado no Senado e sancionado e de que esse é um passo, fruto da mobilização social popular e também da capacidade de diálogo e de relação direta com o povo brasileiro que o presidente Lula tem. Temos um presidente que é um líder de massa, antes de mais nada. Ele deu todos os gestos e todos os sinais para o povo de que era a hora. É por isso que o povo compreendeu muito rápido que é um direito e que é a luta que vai garantir o direito, assim como historicamente sempre conquistamos a partir das lutas. 

Então, já é um momento de muita alegria, mesmo não tendo sido aprovado no Senado ainda, é uma grande vitória política para a classe trabalhadora e para as forças populares, esse momento em que o povo elevou o nível de consciência, compreendeu que é um direito e se colocou na disposição de lutar. Esperamos que esta semana possamos consagrar essa vitória para que o presidente Lula possa sancionar essa vitória em nome do povo brasileiro.

Temos visto no último período, desde a reeleição do Donald Trump nos EUA, a renovação de uma doutrina estadunidense de intervenção na América Latina. Com isso, qual a importância de reeleger o presidente Lula?

O presidente Lula e um governo, com as características com que viemos construindo o nosso governo, permitem que as pessoas possam sonhar, tenham a liberdade de se organizar e de reivindicar por mais direitos. Então, é um governo que vai na contramão do que essa extrema direita internacional acredita que tem que ser a ordem mundial neste momento. Para eles, é um momento de promover uma ofensiva de retrocessos aos direitos historicamente conquistados.

O que eles querem é que as pessoas não tenham o direito a se alimentar, não tenham o direito a ter uma casa, a ter uma terra, não tenham o direito a ter saúde e educação. É natural que tenham confrontações com o nosso governo do presidente Lula. E ainda bem que Lula é tão criticado por essa extrema direita. Ainda bem que os bolsonaristas vomitam mentiras constantemente contra o nosso governo. É sinal de que o nosso governo continua sendo nosso. 

Para eles, este é um momento de crise. Estão com vários limites internacionais para conseguir garantir mais lucro para suas empresas, vivendo um momento internacional em que têm mais dificuldades para garantir privilégios para o império, para os Estados Unidos. Por isso, lançam ofensivas nessa dimensão de intervir na Venezuela, de ameaçar Cuba, de jogar bombas na cabeça de crianças na Palestina ou de crianças iranianas. Tudo isso para garantir os seus privilégios nesta ordem mundial. 

Nós não queremos privilégios, queremos direitos. É a luta entre quem quer direitos e quem quer privilégios. O povo brasileiro sabe o seu caminho, sabe pelo que lutar. Nós vamos eleger o presidente Lula, vamos seguir nos mobilizando para que o nosso governo tenha força, inclusive para combater essa ofensiva em toda a América Latina. 

Não podemos ser, em momento nenhum, irresponsáveis com essa conjuntura internacional, e a nossa maior responsabilidade neste momento é nos organizar, ter força para que possamos ter um governo forte que enfrente esses interesses de Donald Trump e dessa extrema-direita internacional.

É bastante comum a análise de que não basta reeleger o presidente Lula, mas é também fundamental consolidar parlamentos com maior representação de esquerda. Mas, para além disso, o que precisa estar representado no programa de governo?

Acreditamos muito que esses ambientes institucionais têm uma importância tão grande quanto têm os ambientes de organização popular. O povo tem a capacidade de promover processos de mudança, processos organizativos e de cuidado com o próprio povo. Temos, por exemplo, as experiências na Bacia do Rio Doce e na Bacia do Rio Paraopeba, e nelas percebemos o quanto, a partir da organização popular, é possível  se envolver e fazer um processo de reparação da bacia dos dois rios que foram atingidos pela lama da mineração. 

Também tivemos, em nível nacional, o período todo da pandemia, onde foi claro o quanto as organizações populares foram fundamentais no socorro ao povo que mais sofreu, principalmente na escassez de alimentos. O MST, as cozinhas solidárias e todas as formas de organização foram fundamentais. 

Estou chamando a atenção para isso porque esperamos que o governo Lula 4 compreenda que a sua governabilidade passa pelo fortalecimento das organizações e das forças populares. O parlamento, historicamente, é um espaço de dominação da burguesia, e a única forma de confrontar um parlamento burguês e cínico, como é o parlamento brasileiro, é garantindo o fortalecimento das lutas populares.

Se não fosse a mobilização popular, não teríamos condições de avançar com o fim da escala 6 por 1. Mesmo um parlamento conservador e inimigo do povo está se pelando de medo do povo organizado em torno da pauta do fim da escala 6 por 1. Isso nos dá as pistas do que temos que fazer no próximo período. 

É claro que vamos fazer todos os esforços para eleger uma bancada cada vez maior de deputados e deputadas, senadores e senadoras que tenham uma representação popular, que sejam vinculados à esquerda, que defendam os temas realmente de interesse do povo brasileiro. Mas não tenho dúvida: historicamente, esse palco de cinismo que é o parlamento só se mexe a favor do povo quando o povo decide que ele tem que se mexer. 

E é nessa organização popular que temos que avançar muito no próximo período. Esperamos que o Lula 4 seja um governo que priorize a sua governabilidade a partir das lutas sociais e das lutas populares do Brasil.

Editado por: Ana Carolina Vasconcelos

|

Newsletter