ATÉ 4,75%

Bancos ‘se rendem’ e projetam inflação de 4,65%, abaixo do teto da meta para 2023

Índice de aumento de preços no país não fica dentro do estipulado por governo desde 2020

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Ir ao supermercado já está cerca de 10% mais caro hoje do que estava no início do ano, segundo dados do IBGE
Ir ao supermercado já está cerca de 10% mais caro hoje do que estava no início do ano, segundo dados do IBGE | Crédito: Miguel Schincariol / AFP

Economistas-chefes de bancos brasileiros estimam que a inflação no país deve fechar o ano em 4,65%. A previsão foi registrada na última edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira (23).

Esta é a segunda semana seguida que o boletim marca que economistas ligados ao mercado financeiro esperam que a inflação estará em 4,75% ou abaixo disso em 2023. É segunda vez, portanto, que esses mesmos economistas estimam que o índice oficial de aumento de preços do país estará dentro da meta estipulada para o ano desde de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse, em janeiro.

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A meta de inflação para 2023 é 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Isso significa que, na prática, a inflação pode chegar até 4,75% em 2023.

Essa meta foi estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda em 2020, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde aquele ano, autoridades monetárias do país não conseguem fazer com que o índice fique dentro do estipulado, apesar do aumento recorde da taxa básica de juros, a Selic, entre 2021 e 2022.

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O CNM estipulou que, em 2021, a inflação acumulada medida pelo IPCA deveria ficar entre 2,25% a 5,25%. O índice ficou em 10,06%, com alta puxada pelo preço dos combustíveis.

Em 2022, o CNM estabeleceu que a inflação deveria ficar entre 2% e 5%. O índice apurado pelo IBGE superou essa meta por 1,29 pontos percentuais.

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Começo desconfiado

Economistas ligados a bancos iniciaram o ano estimando uma inflação acima dos 5% – ou seja, fora da meta. Com o passar dos meses, aumentaram essas estimativas para cerca de 6%, apesar de o governo ratificar seu compromisso com controle da alta dos preços.

A partir do final de maio, as previsões para a inflação começaram a melhorar. Em junho, o BC cortou a Selic pela primeira vez em três anos e as expectativas sobre o aumento de preços continuaram melhorando.

Em outubro, enfim, as previsões dos economistas indicam que a inflação estará na meta.

Os economistas também estimam agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,90% neste ano. Em janeiro, estimavam 0,5%.

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Estimam ainda que a Selic caia para 11,75% até o fim de dezembro. Hoje, ela está em 12,75%, uma das mais altas taxas básicas de juros do mundo.

Editado por: Geisa Marques

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