EM CURITIBA

Se depender dos artistas do Festival Coolritiba, protestar também é "cool"

Durante festival de música em Curitiba, grandes nomes e bandas nacionais manifestaram-se politicamente

Curitiba

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"Lula livre", "Marielle vive", "Fora, Temer" se misturam às letras da banda BaianaSystem, que fez o encerramento do Festival / Festival Coolritiba

A segunda edição do Festival Coolritiba sacudiu a Pedreira Paulo Leminski neste sábado (5), em Curitiba, e foi marcada por protestos de artistas. Grandes nomes e bandas nacionais da atualidade passaram pelo palco e ecoaram mais do que boa música, fazendo jus à proposta de ser um "Festival de Atitudes que Mudam o Mundo". 

Entre as manifestações em comum e que tiveram ampla participação do público esteve o apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na capital desde o dia 7 de abril. 

"Lula livre", "Marielle vive", "Fora, Temer" se misturaram às letras da banda BaianaSystem, que fez o encerramento do Festival. O show mais esperado da noite teve tom de manifesto, do começo ao fim

Nação Zumbi, banda pernambucana precursora do movimento musical manguebeat, também mandou o recado. Antes de cantar "Banditismo Por Uma Questão De Classe", o vocalista Jorge Du Peixe disse que o Brasil vive uma intensa "luta de classes". Em seguida, a banda puxou "Lula livre" em coro com o público

A rápida participação de Mano Brown durante o show do rapper Emicida incendiou a público com "Lula livre" e a canção "Vida Loka 1", grande sucesso dos Racionais MC's. 

Francisco, El Hombre, a primeira banda a subir no palco, também foi direto ao ponto e manifestou apoio ao ex-presidente Lula. 

Plateia ativa 

Em meio às milhares de pessoas presentes no Festival, houve quem preferiu um visual de apoio a movimentos sociais a causas políticas: camisetas e bonés do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e com estampas "Lula Livre".  

Alex Sander Cardoso, jornalista, veio de Joinville (SC) para o Festival e usava um boné do MST. Para o jovem, o momento de crise política que o Brasil atravessa exige posicionamento e defesa da democracia. "Eu acho que é importante e necessário os artistas se posicionarem, principalmente nestes eventos onde tem um público diferente. Pela influência deles, eles conseguem tocar e sensibilizar as pessoas que às vezes não estão acostumadas com essa vivência política. Todo mundo um dia já ouviu o seu artista se se inspirou nele", opina.

 

A estudante Laura Dacoreggio veio de Joinville para participar do Festival / Foto: Ednubia Ghisi

 

Sem censura: participantes sem medo de manifestar apoio a movimentos sociais na Pedreira Paulo Lemisnki / Foto: Franciele Petry Schramm

Edição: Diangela Menegazzi