Governo na mira

Damares vai a Curitiba entregar carros à prefeitura e é alvo de protesto do movimento feminista

Pastora e ministra esteve na Casa da Mulher Brasileira nesta segunda (2), semana do aniversário da Lei Maria da Penha

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No ato, mulheres exibiam faixas com frases como “a violência cresce onde o Estado se omite” e “Fora Bolsorano” | Crédito: Reprodução

Na tarde desta segunda-feira (2), mulheres de movimentos feministas de Curitiba fizeram um ato em frente à Casa da Mulher Brasileira, durante visita de Damares Alves, ministra de Estado da Mulher, Família e dos Direitos Humanos.

A ministra – que também é pastora evangélica licenciada, da Igreja Batista da Lagoinha, de Belo Horizonte – esteve no local para conhecer as estruturas da unidades e o trabalho ali realizado, aproveitando sua presença na cidade, que se deu para participar de cerimônia de entrega de carros à prefeitura.

::Damares gastou apenas 53% dos recursos disponíveis para o seu ministério em 2020::

No ato, mulheres exibiam faixas com frases como "a violência cresce onde o Estado se omite" e "Fora Bolsonaro". Agosto é considerado o mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres. O dia 7 de agosto marcará os 15 anos da Lei Maria da Penha.

"A ministra Damares, junto com este governo genocida, machista, racista e lbtfóbico representa grandes retrocessos para os direitos das mulheres", afirmou a vereadora de Curitiba Carol Dartora (PT), em publicação nas redes sociais.

"A política de gênero no governo Bolsonaro é uma política contra os direitos das mulheres, exemplo disso são as extinções dos comitês de gênero, de diversidade e inclusão, além de não utilizar recursos necessários à manutenção da Casa da Mulher Brasileira e verbas destinadas à projetos de enfrentamento à violência contra a mulher", complementou.

::Damares exclui sociedade do debate sobre direitos humanos e entidades pedem revogação::

Em suas redes sociais, Damares publicou relatos de sua visita ao Paraná, anunciando que visitou o estado para entregar automóveis pagos por seu ministério para o uso de conselhos tutelares municipais, mas não comentou os protestos de que foi alvo.

 

 

Editado por: Lia Bianchini

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