Tour europeu

Lula: “Tenho profundo respeito pelo Alckmin, mas não estou discutindo vice ainda”

Ex-presidente está na Europa, em rodada de encontro com líderes internacionais e entrevistas à imprensa global

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"Não há nada que aconteceu entre eu e o Alckmin que não possa ser reconciliado", disse Lula - Ricardo Stuckert

Em entrevista coletiva no Parlamento Europeu, onde realiza palestra nesta segunda-feira (15), o ex-presidente Lula afirmou que ainda não está discutindo o vice em sua chapa na disputa ao Planalto em 2022 quando indagado sobre as especulações de que terá como vice o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deve deixar o PSDB nos próximos meses.

“Tenho profundo respeito pelo Alckmin. Eu não estou discutindo vice ainda, porque não discuti a minha candidatura. Quando eu decidir ser candidato eu vou sair a campo para procurar alguém para ser vice”, disse Lula.

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Lula disse ter uma “extraordinária relação de respeito” com Alckmin e lembrou do diálogo que havia com o tucano, que era governador paulista quando foi presidente da República, mas recorreu a uma metáfora futebolística para ressaltar a rivalidade entre os dois. [Assista à entrevista no vídeo abaixo ou siga a leitura deste texto na sequência.]

“Eu fui presidente quando ele foi governador. Nós conversamos muito. Não há nada que aconteceu entre eu e o Alckmin que não possa ser reconciliado. Política, às vezes, é como jogo de futebol. Você dá uma botinada no cara, o cara cai chorando de dor. Mas, depois que termina o jogo eles se encontram, se abraçam e vão tomar uma cerveja e discutir o próximo jogo”, disse.

Lula salientou a importância da relação do presidente com o vice. “O vice é uma pessoa que tem que ser levada muito a sério na relação com o presidente. Porque o vice pode ser presidente. Pode acontecer muitas coisas. E depois o vice tem que ser uma pessoa que soma com o presidente e não que diverge com o presidente”, afirmou.

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Bolsonaro é peça da extrema-direita nazista

Na entrevista, Lula ainda denunciou que Jair Bolsonaro (Sem partido) é “peça importante da extrema-direita nazista”, que foi propagada pelo mundo por meio do discurso nacionalista de Donald Trump após o fracasso do Consenso de Washington.

“O Bolsonaro representa hoje uma peça importante na extrema-direita fascista, nazista. O que você quiser falar da antipolítica você pode falar do governo brasileiro”, afirmou Lula, antes de entrevista coletiva onde ressaltou que “não há pergunta proibida”.