América Latina

Presidente equatoriano renova estado de exceção

A medida se estende por mais 30 dias e em nove províncias

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Com a medida, militares aumentam sua participação na segurança pública. - Cristina Vega Rhor / AFP

Com um novo decreto, o presidente equatoriano Guillermo Lasso renovou, nesta quinta-feira (18), por mais 30 dias, o estado de exceção que ele havia declarado em 18 de outubro para as províncias de El Oro, Guayas, Santa Elena, Manabí, Los Ríos, Esmeraldas, Santo Domingo de los Tsáchilas, Pichincha e Sucumbíos.

A Secretaria-Geral de Comunicação da Presidência da República anunciou que o estado de exceção seria prorrogado por mais um mês, depois de ter sido decretado pela primeira vez por Lasso no dia 18 de outubro, com duração de 60 dias, para fazer frente ao que chamou de “onda de crimes” vivida pelo país.

No entanto, o Tribunal Constitucional fez observações ao decreto do presidente e reduziu o prazo desta medida para 30 dias, que foram concluídas à meia-noite desta quinta-feira (18).

Com o estado de exceção, efetivos das Forças Armadas permaneceram nas ruas das referidas províncias para complementar as funções da Polícia Nacional de controle operacional em âmbitos como segurança cidadã, proteção interna, prevenção do crime e ordem pública.

Da mesma forma, os militares realizam operações de controle, registro e requisição nos casos de porte de armas e substâncias sujeitas a fiscalização.

:: Os problemas do Equador. E do presidente Lasso ::

Segundo a imprensa, o Equador deixou de ser uma nação de trânsito para ser uma nação de armazenamento de drogas. Entre janeiro e novembro deste ano, a Polícia apreendeu 167 toneladas de drogas, das quais 16 foram apreendidas nos últimos 30 dias, quando já estava vigente o estado de exceção.

A taxa de homicídios no país andino, com 17,7 milhões de habitantes, passou de 7,8 por 100 mil habitantes em 2020 para 10,6 entre janeiro e outubro de 2021, segundo o governo.

A violência entre rivais ligados ao tráfico de drogas também atingiu os presídios. Há uma semana, um massacre deixou 68 mortos na prisão de Guayaquil, onde em setembro 119 pessoas morreram durante uma revolta, considerada um dos piores massacres em prisões da América Latina.