Joanesburgo

G20 encerra cúpula de 2025 com compromissos sobre ação climática e fortalecimento do Sul Global

G20 encerra cúpula de 2025 com compromissos sobre ação climática e fortalecimento do Sul Global

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Resultados destacam avanços em governança da IA, minerais críticos e apoio a economias em desenvolvimento
Resultados destacam avanços em governança da IA, minerais críticos e apoio a economias em desenvolvimento | Crédito: Ricardo Stuckert / PR

Os líderes do G20 concluíram no domingo (23) a cúpula de 2025, realizada em Joanesburgo, com um conjunto de medidas voltadas a fortalecer a resiliência global, promover um futuro mais justo para todos e colocar as prioridades do Sul Global no centro da cooperação econômica internacional. As informações são do site oficial do governo da África do Sul.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que os avanços deste ano seguem o trabalho feito por Indonésia, Índia e Brasil, que lideraram as últimas três presidências e ajudaram a definir a atual agenda de desenvolvimento do grupo.

“Usamos nossa presidência para colocar as prioridades da África e do Sul Global no coração da agenda do G20”, disse.

Ele acrescentou que os resultados refletem a continuidade da agenda de desenvolvimento das presidências anteriores e reforçam os temas mais urgentes para as economias em desenvolvimento.

Ramaphosa destacou ainda que a declaração final “é mais do que palavras”: trata-se de um compromisso concreto para melhorar a vida das populações em todo o mundo e demonstra que o G20 permanece capaz de produzir ações conjuntas em questões de interesse comum.

A sessão final da cúpula, intitulada “Sessão III: Um Futuro Justo e Equitativo para Todos”, apresentou diretrizes coordenadas sobre minerais críticos, trabalho decente e inteligência artificial, formalizando as recomendações trabalhadas ao longo da presidência sul-africana.

Segundo o governo brasileiro, os minerais críticos devem impulsionar o desenvolvimento tecnológico e o crescimento industrial soberano. Para o Brasil, países ricos em recursos não podem continuar restritos ao papel de fornecedores de matéria-prima.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a gestão desses recursos — em conjunto com a IA e o futuro do trabalho — definirá a prosperidade global. Ele também defendeu a criação de uma estrutura internacional para garantir os direitos dos trabalhadores diante das rápidas transformações tecnológicas.

A Índia apoiou a proposta e destacou a importância de uma IA centrada nas pessoas, do acesso equitativo à computação de alto desempenho e da formação de habilidades digitais em larga escala. O primeiro-ministro Narendra Modi reiterou o pedido por um pacto global de IA baseado em transparência e segurança desde a concepção, confirmando que o país sediará a Cúpula de Impacto da IA no início de 2026. Ele também relacionou a inovação tecnológica ao crescimento sustentável, enfatizando os compromissos da Índia com comércio confiável, financiamento justo e prosperidade inclusiva, segundo o site oficial do Ministério das Relações Exteriores da Índia.

A China destacou que o mundo enfrenta desafios interligados nas áreas de clima, energia e segurança alimentar e pediu que o G20 aprofunde a cooperação internacional nesses campos. O primeiro-ministro Li Qiang defendeu avanços na implementação de acordos sobre biodiversidade e clima, o fortalecimento de parcerias em energia limpa e mais apoio aos países afetados pela insegurança alimentar.

Segundo a Xinhua News Agency, parceira da TV BRICS, Li Qiang reafirmou que a China está pronta para avançar na governança responsável da IA, ampliar a cooperação em minerais críticos e intensificar o apoio ao desenvolvimento dos países do Sul Global, especialmente do continente africano.

O vice-presidente da Indonésia, Gibran Rakabuming Raka, afirmou que o país concentrará seus esforços na governança da IA e na segurança dos minerais críticos — temas considerados essenciais para o avanço tecnológico global e para uma transição econômica mais justa, informou a agência ANTARA.

Em comentário à TV Brics, o vice-porta-voz do governo sul-africano, William Baloyi, destacou que a África do Sul representou não apenas o país anfitrião, mas todo o continente e o mundo em desenvolvimento. Ele ressaltou que sustentabilidade, minerais críticos e desenvolvimento equitativo estiveram no centro das discussões.

“Queremos garantir que países desenvolvidos, subdesenvolvidos e com dificuldades econômicas tenham espaço para avançar e melhorar a vida de suas populações”, afirmou.

Coletivamente, o G20 concordou em ampliar o apoio a países de baixa e média renda; aumentar o financiamento climático; fortalecer os bancos multilaterais de desenvolvimento; incentivar uma cooperação responsável e transparente em minerais críticos; promover trabalho decente diante das rápidas transformações tecnológicas; e avançar na definição de padrões internacionais para uma IA confiável. A declaração final reafirmou os compromissos com segurança energética, acesso universal, desenvolvimento sustentável e a Agenda 2030.

Editado por: TV Brics
Conteúdo originalmente publicado em: TV Brics
Ler em: English

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